Raize já disparou 20% desde a estreia em bolsa. “Está a correr bem”, diz o cofundador ao ECO

A Raize já vale mais dois milhões de euros desde que entrou em bolsa esta quarta-feira. As ações já subiram 20% em duas sessões e há motivos para celebrar na empresa.

Ao segundo dia de negociações, a Raize continua a subir na bolsa e vale agora mais dois milhões de euros do que antes da operação. Isto depois de um IPO em que a procura dos investidores superou a oferta em quase quatro vezes. Na administração da empresa, não faltam motivos para celebrar.

“A ação está a ter uma boa performance e isso, naturalmente, deixa-nos satisfeitos”, comenta ao ECO José Maria Rego, cofundador da Raize. É cauteloso nas palavras, para não entrar pelos caminhos da especulação. Mas é rápido a assumir a vontade de levar a Raize ainda mais além. “Queremos continuar a trabalhar para dar bons resultados à empresa”, diz o jovem gestor.

Neste que é o segundo dia da Raize na bolsa de Lisboa, as ações da empresa valem mais 40 cêntimos do que aquando da oferta pública inicial de venda. Ou seja, um investidor que tenha disposto de 1.000 euros para comprar 500 ações da Raize tem agora um lucro potencial de 200 euros se vender os seus títulos no mercado.

Quando apresentou os resultados da operação de IPO, na sede da Euronext Lisbon, José Maria Rego alertou para o “dinamismo” que deveria tomar conta das ações da empresa nesta fase de admissão à bolsa. Até ao momento, a Raize ainda não viu o vermelho. Após a chamada da manhã, o título subiu 0,84%. Mas a valorização foi de 19% na primeira sessão, esta quarta-feira.

Agora, questionado pelo ECO se ainda prevê que o dinamismo se prolongue por mais algumas sessões, José Maria Rego opta por chutar para canto. “Não temos perspetivas sobre isso”, diz. E remete apenas para o processo do IPO, que teve “grande adesão por parte dos investidores”.

Ainda assim, numa altura em que são mais as empresas que optam por sair da bolsa, a Raize faz um balanço positivo da operação, que já lhe subiu o valor para os 12 milhões de euros. “Está tudo a correr bem”, diz o cofundador da primeira bolsa portuguesa de empréstimos a pequenas e médias empresas (PME).

Com um free float de 15%, a Raize deverá dispersar mais capital em bolsa nos próximos tempos. Está prevista uma oferta de venda subsequente, na qual a Raize está autorizada a dar “ordens permanentes e irrevogáveis de venda” de até 500 mil ações, ou seja, pode dispersar na bolsa mais 10% do capital da empresa. Estas ordens “compreendem blocos de 50 mil ações a cada múltiplo de 0,20 euros entre 2,20 euros e quatro euros”, de acordo com informações da Euronext Lisbon.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Raize já disparou 20% desde a estreia em bolsa. “Está a correr bem”, diz o cofundador ao ECO

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião