Espanha chega a acordo para subir salário mínimo até 1.000 euros em 2020

  • ECO
  • 19 Julho 2018

O governo de Pedro Sánchez quer subir o salário mínimo para os mil euros em 2020. A verificar-se será uma subida histórica do ordenado mínimo espanhol.

O Governo espanhol quer subir o salário mínimo para os mil euros. A notícia está a ser avançada pelo site espanhol El Confidencial que adianta que os sindicatos e os patrões chegaram a um entendimento no Acordo para o Emprego e a Negociação Coletiva, prevendo alcançar este patamar em 2020.

A intenção é subir o salário mínimo em 36% até 2020, o que significa que os trabalhadores irão auferir um vencimento de 1.000 euros mensais, pagos em 14 prestações (12 meses, mais subsídio de férias e de Natal).

Atualmente o salário mínimo em Espanha é de 735,9 euros, que compara com os 580 euros pagos em Portugal. Antes da subida ao poder do socialista Pedro Sánchez, havia o compromisso por parte do governo de Mariano Rajoy de proceder a uma subida para os 850 euros até 2020.

A verificar-se a subida agora acordada, será o maior aumento da história do salário mínimo espanhol. Até agora a maior subida era de 25% e foi verificada entre os anos de 1981 e 1983.

O site espanhol avança ainda que o executivo de Pedro Sánchez quer negociar esta subida com os agentes sociais e que está confiante que não haverá nenhum problema para alcançar um acordo.

Com esta medida, o governo espanhol pretende diminuir a desigualdade salarial que existe atualmente no mercado de trabalho.

Pedro Sánchez regressa assim a uma tema que lhe foi caro durante os seus tempos na oposição e que tinha como principal objetivo recuperar o peso que tinham os salários no PIB espanhol, antes do início da crise.

A subida do salário mínimo é uma decisão exclusiva do governo, e que não precisa de apoio do parlamento, o que facilita a intenção do executivo, devido à debilidade parlamentar.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Espanha chega a acordo para subir salário mínimo até 1.000 euros em 2020

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião