Adicional ao IMI rendeu 136 milhões de euros

  • ECO
  • 19 Julho 2018

O adicional ao IMI foi pago por 6,5% dos imóveis que habitualmente são chamados a pagar o imposto sobre os imóveis. Em termos de receita vale quase 10% do IMI. Empresas suportaram maior fatia.

O adicional ao IMI (AIMI) o novo imposto sobre os imóveis com valor patrimonial superior a 600 mil euros — foi pago por 6,5% dos imóveis que habitualmente são chamados a pagar o imposto municipal sobre os imóveis. Rendeu um total de 136 milhões de euros, no ano passado, de acordo com o Diário de Notícias.

Segundo o jornal, foram as empresas que suportaram a maior parte do AIMI, num total de 103,8 milhões de euros, imposto este que valeu, no ano passado, quase 10% do IMI. O montante total segue diretamente para os cofres da estabilização financeira da Segurança Social.

No total, entre particulares e empresas, 68.252 contribuintes que entraram no radar do adicional do IMI, que veio substituir o imposto de selo sobre os prédios de luxo (avaliados em mais de um milhão de euros), incidindo no entanto sobre a soma do valor patrimonial dos prédios detidos por cada proprietário.

A alteração do imposto de selo sobre os prédios de luxo pelo AIMI, também conhecido por “Imposto Mortágua”, levou ao aumento do número de contribuintes pagadores, mas também do volume de receita arrecadada.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Adicional ao IMI rendeu 136 milhões de euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião