Revista de imprensa internacional

Salário mínimo em Espanha deverá subir para os 1.000 euros já em 2020. Trabalhadores da falida Toys R Us pressionam os acionistas. Estas e outras notícias que marcam a atualidade internacional.

O Governo de Pedro Sánchez em Espanha alcançou um ambicioso acordo de concertação social, com os sindicatos e as entidades patronais, para subir para os 1.000 euros o salário mínimo nacional a partir de 2020, uma subida de 36% face ao valor atual. Nos Estados Unidos, os trabalhadores da falida Toys R Us estão a pressionar os acionistas da empresa para que seja criado um fundo de compensação. Conheça estas e outras notícias que estão a marcar a atualidade internacional.

El Confidencial

Espanha chega a acordo para subir salário mínimo até 1.000 euros em 2020

O Governo, os sindicatos e os representantes das entidades patronais chegaram a um ambicioso acordo de concertação social em Espanha. A intenção é subir o salário mínimo em 36% até 2020, o que, a verificar-se, fará com que os trabalhadores recebam um vencimento mínimo de 1.000 euros mensais, pagos em 14 prestações (12 mensais, mas subsídio de férias e de Natal), já no início da próxima década. Esta será a maior subida de sempre do salário mínimo espanhol. Atualmente, os espanhóis recebem um vencimento mínimo de 736 euros mensais, valor que compara com os 580 euros em Portugal. Leia a notícia completa no El Confidencial (acesso gratuito/conteúdo em espanhol).

Expansión

Mercadona aposta em Portugal e no comércio eletrónico

A empresa espanhola Mercadona já tem a estratégia definida para a próxima temporada: vai apostar no mercado português e tirar partido das vantagens do comércio eletrónico. Em Portugal, a companhia prepara-se para abrir sede no Porto e quer ter quatro lojas até ao final deste ano, bem como instalar no país um centro logístico. Quanto ao comércio online, a empresa planeia começar a vender produtos na internet a partir das lojas físicas, ou seja, deverá gerir as encomendas como se fossem entregas ao domicílio. Planos apresentados pelo próprio gestor Juan Roig, que é o presidente da Mercadona. Leia a notícia completa no Expansión (acesso gratuito/conteúdo em espanhol).

Financial Times

Trabalhadores da Toys R Us pressionam acionistas para novo fundo de compensação

Ex-funcionários da Toys R Us nos Estados Unidos estão a pressionar os investidores para que seja criado um fundo de compensação. Cerca de 30 mil trabalhadores perderam o emprego este ano, depois de os credores terem tomado o controlo da companhia numa altura em que a dívida já ia nos cinco mil milhões de dólares. Os antigos trabalhadores enfrentam dificuldades financeiras e não foram compensados por isso, pelo estão a tentar convencer os acionistas a criarem um fundo de compensação. O grupo KKR e o grupo Bain estão já a ponderar participar neste esforço, mas o fundo de imobiliário Vornado Realty Trust, que também entrou no capital da retalhista em 2005, nem sequer está a responder aos emails. Leia a notícia completa no Financial Times (acesso pago/conteúdo em inglês).

The Washington Post

Tarifas de Trump sobre o México estão a destruir emprego… nos EUA

As tarifas norte-americanas de 25% sobre as importações de aço do México estão a criar dificuldades a empresas sedeadas nos Estados Unidos. A Mid Continent Nail Corp., uma empresa que fabrica pregos e foi comprada em 2012 por um grupo mexicano, tem investido na criação de emprego nos Estados Unidos, mas está agora a ultrapassar dificuldades com as medidas protecionistas impostas pelo próprio país. As tarifas impostas pelo Presidente Donald Trump têm como objetivo obrigar as empresas mexicanas a criarem emprego dentro dos Estados Unidos, mas estarão a provocar o efeito oposto. Leia a notícia completa no The Washington Post (acesso pago/conteúdo em inglês).

Reuters

Fundador do SoftBank: Japão é “estúpido” por não permitir aplicações de transporte

“As aplicações de transporte partilhado estão proibidas por lei no Japão. Mal posso acreditar que ainda existe um país assim tão estúpido”, disse Masayoshi Son, japonês e fundador do SoftBank, um dos principais acionistas da Uber. O grupo SoftBank tem feito apostas significativas no mercado das aplicações de transporte, mas a atividade é considerada ilegal no país de origem e não é por falta de lei. Leia a notícia completa na Reuters (acesso gratuito/conteúdo em inglês).

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O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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