Carlos Tavares confirmado como CEO do Montepio. Reforça equipa com mais administradores

Um administrador executivo vem do BNU Macau para a área da informática. Outro administrador não executivo vai integrar a comissão de auditoria do Montepio. Carlos Tavares continuará como CEO.

Carlos Tavares vai continuar como presidente executivo da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG), após ter sido indicado inicialmente pela Associação Mutualista Montepio Geral (acionista do banco) para a dupla função de CEO e chairman. E vai ver o conselho de administração reforçado com mais administradores (um executivo e outro não executivo). Pedro Alves vai liderar o Montepio Crédito, que está com administração incompleta há mais de um ano.

Vêm aí mudanças na administração do banco da mutualista. Desde logo porque Carlos Tavares manter-se-á como presidente da comissão executiva, o que obrigará a Associação Mutualista a procurar um novo presidente do conselho de administração (chairman). Desde março que Carlos Tavares vem acumulando as duas posições com a devida autorização do regulador. Mas já se sabia que esta seria apenas uma solução temporária e com prazo de validade até setembro. O novo chairman que terá de ter luz verde do Banco de Portugal e o ECO sabe que o acionista do banco ainda não fez chegar qualquer nome ao supervisor.

Por outro lado, o próprio Conselho de Administração da CEMG (que estava incompleto desde a tomada de posse em março passado) vai ser reforçado mais dois administradores, apurou o ECO. Do BNU Macau virá Leandro Silva para administrador executivo responsável pela área informática. E outro administrador não executivo irá compor a comissão de auditoria do banco, comissão esta que, dentro do modelo de governação monista do banco, está integrada no Conselho de Administração. Este órgão é presidido por Luís Guimarães.

São dois novos administradores que se juntam aos executivos Nuno Mota Pinto, José Mateus, Pedro Ventaneira, Carlos Pinto e Helena Costa Pina e aos não executivos Luís Guimarães, Amadeu Ferreira de Paiva, Manuel Teixeira, Vítor Martins e Rui Heitor.

Além disso, também Pedro Alves, inicialmente apontado para administrador executivo, será administrador não executivo, devido à sua relação profissional que mantém com Associação Mutualista enquanto coordenador do centro corporativo, segundo avançou o Jornal Económico.

Entretanto, será Pedro Alves quem vai liderar o Montepio Crédito, detido a 100% pela Montepio Holding — sendo esta última integralmente detida pela CEMG. Há mais de um ano que a administração está reduzida a apenas um elemento, Manuel de Pinho Baptista, depois das resignações dos restantes membros no dia 31 de maio de 2017. Estes factos foram devidamente comunicados ao Banco de Portugal através de carta.

Segundo o próprio Montepio Crédito revelou nas suas contas do ano passado, foi realizada uma assembleia geral a 26 de maio de 2017 para eleger os novos órgãos sociais, que só entrariam em funções após a autorização do regulador presidido por Carlos Costa. Mas só agora o processo terá conhecido avanços decisivos e para Pedro Alves será um regresso após ter sido presidente do conselho de administração da instituição no passado.

O ECO contactou a CEMG mas não foi possível obter resposta até ao momento. Também o Banco de Portugal foi contactado, mas rejeitou responder às perguntas colocadas pelo ECO “por força do dever de segredo a que está sujeito”.

(Notícia corrigida às 19h20 para clarificar que Pedro Alves foi indicado para administrador não executivo pela Associação Mutualista)

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