Marques Mendes: “Pinho tem algo a esconder? Com certeza. O silêncio diz tudo”

Marques Mendes arrasa a audição de Manuel Pinho, ex-ministro da Economia de José Sócrates. Diz que foi "dos momentos mais deprimentes e degradantes dos últimos tempos" no Parlamento.

Manuel Pinho foi ao Parlamento, mas não falou do que todos queriam que falasse. Falou sobre a energia, e os custos desta, mas recusou-se a fazer quaisquer comentários relativamente à sua ligação ao Grupo Espírito Santo, nomeadamente se enquanto membro do Governo foi pago pelo GES. Marques Mendes diz que Pinho “merecia uma lição” por um silêncio que, nota, “diz tudo”.

A audição do antigo ministro da Economia foi o “momento parlamentar dos momentos mais deprimentes e degradantes dos últimos tempos”, disse Luís Marques Mendes, no habitual comentário semanal na SIC. A culpa foi de quem? A “culpa é dos deputados” que aceitaram que Pinho fosse ao Parlamento “falar sem falar da questão nuclear. Os deputados aceitaram. Não deviam ter feito o acordo”.

"Na substância, [Pinho] não quis das explicações. Tem algo a esconder? Com certeza. O silêncio diz tudo.”

Marques Mendes

Pinho foi e foi perguntado pela ligação ao GES, mas não respondeu. “Foi sobranceiro. Quem o ouviu durante aquelas quatro horas parece que alguém lhe deve alguma coisa. Faltou-lhe cultura democrática”, disse Marques Mendes, salientando que “na substância, [Pinho] não quis das explicações”. “Tem algo a esconder? Com certeza. O silêncio diz tudo”, atira o comentador.

“Mesmo depois de deixar de ser ministro tem responsabilidades. Tem de explicar” se recebeu ou não verbas do BES. “Pinho pode ter responsabilidades judiciais, mas a responsabilidade política é outra coisa. Pode não falar ao judicial, mas como político tem o dever de clarificar”, destaca. E voltou a assumir que Pinho recebeu mesmo verbas do grupo que detinha o BES. “Aplica-se aqui o quem cala consente”, atirou.

Reiterando a ideia de que a audição parlamentar de Pinho foi “das coisas mais degradantes que aconteceu no Parlamento”, Marques Mendes afirmou que devia haver quem desse ao ex-ministro uma lição. Tenho pena que não haja um Senador no Parlamento que lhe desse uma lição”, rematou o comentador.

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