Nos lucra mais. Investimento acelera com o 5G

Os resultados líquidos aumentaram quase 10% nos primeiros seis meses do ano. Ascenderam a 80 milhões de euros, enquanto o investimento chegou perto dos 100 milhões à boleia do 5G.

A Nos conquistou mais clientes. As receitas cresceram, fazendo aumentar também os resultados líquidos. O crescimento dos lucros acelerou na segunda metade do semestre, levando-os para quase 80 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano. Neste período, a fatura com o investimento foi de quase 100 milhões.

Com a base de clientes a crescer, a operadora liderada por Miguel Almeida revela que o número serviços prestados voltou a aumentar. Cresceu “2,6% face ao período homólogo de 2017, contando com 9,499 milhões no final dos primeiros seis meses de 2018. Este aumento reflete o crescimento de 3,9% no móvel, para 4.728 milhões, 3,8% na banda larga fixa, 0,8% na voz fixa e 1,5% nos serviços fixos de televisão”.

As “receitas de exploração apresentaram um crescimento de 0,5% para 389,3 milhões de euros, com as receitas de telecomunicações a crescerem 1,8%, motivadas pelo crescimento de 2,6% do número de serviços”. Isto só no segundo trimestre, sendo que no acumulado da primeira metade do ano as receitas aumentaram em 0,6% para 772 milhões de euros. O EBITDA cifrou-se em 305 milhões, um aumento de 2,6%.

"Na rede móvel o esforço de investimento foi canalizado sobretudo para o reforço da sua infraestrutura preparando-a para o desígnio do 5G.”

Nos

Perante estes números, o resultado líquido consolidado atingiu 45,1 milhões de euros no segundo trimestre, representando uma evolução de 14,3% face ao período homólogo de 2017. No acumulado do ano, o crescimento foi, no entanto, menor: 9,2% para 78,9 milhões de euros, de acordo com o comunicado enviado à CMVM.

Mais investimento. Vem aí o 5G

“Este trimestre [o segundo trimestre do ano] fica marcado pelo reforço significativo de investimento em redes e tecnologia, de modo a preparar a empresa para os desafios futuros, quer do ponto de vista tecnológico quer de serviço”, refere a empresa liderada por Miguel Almeida.

“Na rede móvel o esforço de investimento foi canalizado sobretudo para o reforço da sua infraestrutura preparando-a para o desígnio do 5G”, refere a empresa, salientando que “na rede fixa, a Nos foi a primeira operadora a disponibilizar uma rede integralmente Gigabit”.

O investimento tecnológico aumentou para 51,7 milhões de euros, sendo o investimento total de 91,7 milhões de euros (um aumento de 7,3%), superior aos resultados líquidos obtidos no semestre. “No final do período em análise, a dívida financeira líquida situou-se nos 1.150 milhões de euros, mais 3,2% que no ano passado”, nota a empresa. É duas vezes o EBITDA, “um rácio bastante conservador face às congéneres do setor”, remata.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Nos lucra mais. Investimento acelera com o 5G

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião