Portugal entre os países da UE com Função Pública mais pequena

No que diz respeito à percentagem de cidadãos empregados com cargos na Função Pública, Portugal fica abaixo da média comunitária, sendo ultrapassado por 19 Estados-membros.

Portugal está entre os países da União Europeia onde o emprego público pesa menos. De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Eurostat, por cá, 15% dos cidadãos empregados eram funcionários públicos, em 2016, o que fica abaixo da média comunitária (16%).

Quase duas dezenas de Estados-membros têm percentagens de emprego público mais significativas que Portugal. A liderar esse ranking, aparece a Suécia com 29% dos seus empregados a ocupar cargos na Função Pública. No pódio, seguem-se a Dinamarca (com 28%) e a Finlândia (com 25%). Ao lado de Portugal na base desta lista, está a Irlanda e Espanha, ambos também com 15%, bem como Itália, Alemanha e Países Baixos, com percentagens ainda menores.

Em termos comunitários, a média situa-se nos 16%, o que significa que a taxa se tem mantido estável deste o início do milénio. Esta taxa inclui todos os empregados do Governo, funcionários públicos e das Forças Armadas. O gabinete de estatística europeu deixa, contudo, o alerta: “Deverá ser notado que os limites do setor governamental variam entre os Estados-membros. Por exemplo, os empregos na Educação e na Saúde são parte do trabalho governamental em alguns países, enquanto que em outros não são”.

Funcionários públicos ganham, em média, 2.600 brutos

O Eurostat adiantou também esta segunda-feira que, em 2014, os funcionários públicos na União Europeia ganhavam, em média, 2.600 euros brutos mensalmente.

Nessa altura, os setores mais bem remunerados eram “as finanças e os seguros” (com um rendimento mensal bruto de 3.800 euros), as “atividades profissionais e técnicas (3.500 euros) e a gestão de esgotos e águas (2.100 euros). Por cá, nesses mesmos setores, os funcionários ganhavam, respetivamente, 2.500 euros, 1.555 euros e 1.074 euros, o que revela uma diferença significativa em relação à media comunitária.

Por Estado-membro, era na Dinamarca (4.500 euros), na Irlanda (4.300 euros), na Suécia (3.700 euros) e nos Países Baixos (3.600 euros) que se ganhava melhor enquanto funcionário público. Em contraste, a Bulgária (500 euros), a Roménia (600 euros) e a Hungria (700 euros) eram os países com remunerações mais baixas.

Este cenário muda, contudo, ligeiramente de figura, se se olhar para os valores ajustados em paridade de poder de compra: nesse caso, é a Irlanda a melhor pagar os seus funcionários públicos, seguida pela Alemanha, Países Baixos e Dinamarca.

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