Vieira da Silva admite que desemprego anual possa ficar abaixo das estimativas do Governo

  • Lusa
  • 30 Julho 2018

"Há todas as expectativas para podermos vir a ter um valor anual que seja inferior àquele que o Governo estimou", afirmou o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, destacou esta segunda-feira a diminuição “muito significativa” da taxa de desemprego, admitindo que a taxa anual poderá ficar abaixo da estimada pelo Governo.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu hoje em baixa a taxa de desemprego de maio para os 7%, valor mínimo desde outubro de 2002, estimando para junho uma nova descida para os 6,7%. O valor apurado em maio representa uma descida de 0,1 pontos percentuais face ao mês anterior, menos 0,6 pontos percentuais em relação a três meses antes e uma queda de 2,2 pontos percentuais face ao mesmo mês de 2017.

Há todas as expectativas para podermos vir a ter um valor anual que seja inferior àquele que o Governo estimou”, disse o governante em declarações à agência Lusa após a divulgação dos dados do INE. Em abril, o Governo estimou no Programa de Estabilidade que a taxa de desemprego se fixasse nos 7,6% em 2018, longe dos 8,9% de 2017 e abaixo dos 8,6% estimados no Orçamento do Estado para 2018.

Segundo Vieira da Silva, os dados do INE vêm confirmar os elementos da Segurança Social e do Instituto do Emprego “da continuação de uma significativa criação de emprego e diminuição do número de desempregados”. “Essa diminuição da taxa de desemprego é feita principalmente pela criação de emprego. O emprego cresce substancialmente e cresce mais do que a diminuição do desemprego. É um sinal extremamente positivo estes dados confirmarem uma descida da taxa de desemprego em maio”, disse o ministro do Trabalho, escusando-se para já a comentar a nova descida estimada para junho pelo INE, uma vez que se tratam ainda de dados ainda provisórios.

A população desempregada de maio foi estimada em 362,8 mil pessoas, tendo diminuído 1,4% em relação ao mês precedente (menos 5,1 mil pessoas), enquanto a população empregada foi estimada em 4.791,8 mil pessoas, tendo aumentado 1,7 mil (a que corresponde uma variação relativa quase nula) relativamente ao mês anterior. A estimativa provisória da taxa de desemprego de junho de 2018 situou-se em 6,7%.

Neste mês, estima-se que a população desempregada tenha sido de 347,1 mil pessoas e a população empregada de 4.805,0 mil pessoas, refere o INE. As taxas de desemprego dos jovens e dos adultos foram estimadas em 19,6% e 5,8% respetivamente, tendo ambas diminuído em relação a maio (0,9 e 0,2 pontos percentuais, respetivamente), acrescenta.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Vieira da Silva admite que desemprego anual possa ficar abaixo das estimativas do Governo

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião