Bolsa portuguesa recua. Europa cede mais por causa das tarifas de Trump

EUA ameaçaram China com mais tarifas comerciais, deixando investidores nervosos. Lisboa fechou dia no vermelho mas as bolsas europeias caíram ainda mais.

Dia negativo para as praças europeias e Lisboa também não escapou às perdas, depois de Donald Trump ter ameaçado a China com mais tarifas sobre os seus produtos, adensando receios quanto a uma escalada da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O PSI-20, o principal índice português, fechou a sessão a cair 0,46% para 5.611,57 pontos. Foram nove as cotadas que se apresentaram em baixa, com o pior desempenho a pertencer à Corticeira Amorim: as ações cederam mais de 3% para 10,96 euros.

Também o BCP, o peso pesado da bolsa nacional, pressionou o índice de referência nacional, com os seus títulos a protagonizarem uma queda de 1,67% para 0,265 euros.

A travar maiores perdas estiveram EDP e Jerónimo Martins, sobretudo. A elétrica somou 0,23% para 3,541 euros. A retalhista ganhou 0,55% para 12,71 euros. Foram duas das sete cotadas a fechar a sessão com sinal mais.

Lisboa não evitou o maior nervosismo dos investidores com o facto de os EUA terem ameaçado a China com mais taxas sobre importações no valor de 200 mil milhões de dólares. Donald Trump está a acenar com uma subida das tarifas de 10% para 25% sobre alguns produtos chineses e Pequim já disse que vai responder.

Neste cenário, as principais praças no Velho Continente registaram quedas superiores a 1%, como foi o caso do FTSE-Mib de Milão, o IBEX-35 de Madrid e o DAX-30 de Frankfurt.

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