Incêndio em Monchique com mais de 700 operacionais no terreno e seis meios aéreos

  • Lusa
  • 4 Agosto 2018

Mais de 700 operacionais continuam a combater as chamas no concelho de Monchique, após ter sido ativado o Plano Municipal de Emergência e deslocados 15 habitantes da Foz do Carvalhoso.

Mais de 700 operacionais continuam a combater as chamas no concelho de Monchique, Algarve, depois de, durante a noite, ter sido ativado o Plano Municipal de Emergência e deslocados 15 habitantes da Foz do Carvalhoso por precaução.

Durante a manhã de sexta-feira, cinco pessoas já tinham sido deslocadas do sítio das Taipas, logo no início do incêndio, mas o fogo acabou por seguir na direção exatamente oposta, de acordo com a Proteção Civil.

Às 07:50 o fogo estava a ser combatido por 700 operacionais, apoiados por 188 viaturas e seis meios aéreos, de acordo com o Comando Distrital de Operações do Socorro (CDOS) de Faro.

Entretanto, segundo disse aos jornalistas o presidente da Câmara de Monchique, foi ativado o Plano Municipal de Emergência e está também a ser prestado apoio social pessoas que foram retiradas das suas casas por precaução.

Algumas dessas pessoas foram encaminhadas para a Santa Casa da Misericórdia, duas das quais eram idosos acamados, outras duas estão numa escola, sendo que as restantes optaram por ficar em casa de familiares.

Por agora, não há registos de habitações ardidas, havendo apenas algumas infraestruturas de apoio agrícola, vulgarmente chamadas de barracões, que foram afetadas.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) alertou hoje para risco de incêndio muito elevado a máximo no distrito de Faro e em concelhos dos distritos de Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Beja.

Incêndio em Monchique já queimou 1.000 hectares

O incêndio que deflagrou há cerca de 24 horas em Monchique, Algarve, já consumiu uma área de cerca de 1.000 hectares, sendo que 20% da área está inacessível a meios terrestres, disse fonte do Comando Operacional.

O comandante distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro, Vaz Pinto, disse que o incêndio obrigou a deslocar, de madrugada e “por precaução”, cerca de 25 pessoas da povoação de Foz do Carvalhoso e que o combate ao fogo está a ser feito apenas com recurso a meios aéreos e máquinas de rasto nessa zona, mas sem haver até agora mais povoações em perigo.

Neste momento, temos duas frentes ativas, uma frente que corresponde a 50% do total do perímetro do incêndio, que está dominada, que é a frente norte-este, em trabalhos de consolidação e vigilância ativa, e a outra frente que está ativa é a sul-leste que lavra em direção a Monchique”, afirmou o comandante distrital.

Vaz Pinto precisou que 20% de uma das frentes ativas está a lavrar “numa zona inacessível a meios terrestres” e “está a ser combatida com meios aéreos, combinados com máquinas de rasto para permitir, na medida do possível e em segurança, projetar meios terrestres de combate”.

“Estamos, portanto, a retardar esta progressão. Os restantes 30% encontram-se a lavrar com bastante intensidade, apesar de estar a ceder aos meios”, acrescentou, frisando que, até ao início da tarde, as condições meteorológicas podem ficar mais adversas por causa do aumento da intensidade do vento e a falta de humidade.

Notícia atualizada às 13h25 com informação sobre a área ardida.

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