Grupo especial da GNR ainda sem meios suficientes para combater fogos

  • ECO
  • 15 Junho 2018

O GIPS, um grupo especial da GNR que vai dar apoio no combate a incêndios, ainda não tem todos os meios necessários para desempenhar esta tarefa.

O GIPS foi reforçado em 500 novos profissionais.PAULO NOVAIS/LUSA

O Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR ainda não terá todo o equipamento suficiente para garantir uma eficaz resposta ao problema dos incêndios e a devida segurança dos militares, numa altura em que está prestes a começar o verão, o calor e o tempo mais seco no país.

A notícia foi avançada esta sexta-feira pela rádio TSF e pelo jornal Público (acesso condicionado), dois dias antes de se assinalar um ano da tragédia provocada pelo incêndio de Pedrógão Grande, ocorrência que provocou a morte a pelo menos 66 pessoas e fez cerca de 250 feridos. Face aos graves fogos que afetaram o país no ano passado, os recursos humanos do GIPS foram reforçados este ano, mas ainda não existirá material suficiente para todos.

Segundo denunciou à TSF o vice-presidente da Associação Sócio Profissional Independente da Guarda (ASPIG), os novos profissionais têm vindo a receber equipamento ao longo do último mês, mas ainda só têm um fato de proteção disponível por elemento. São recomendados três fatos resistentes às altas temperaturas.

Outra necessidade prende-se com as viaturas. De acordo com a ASPIG, ainda só chegaram ao GIPS novas viaturas ligeiras, e nenhuma média ou pesada. Segundo a rádio, isso resulta em que algumas companhias estejam, na prática, inoperacionais. Já o Público detalha que a guarda ainda está à espera de quatro autotanques pesados e 12 autotanques médios para combate direto das chamas, tendo chegado oito novas viaturas ligeiras no mês passado. Contas feitas, das 181 viaturas contabilizadas para apoio ao GIPS, estarão disponíveis “pouco mais de 80”.

A TSF cita ainda um concurso público de aquisição de equipamento, que teve um vencedor recentemente, mas cujo prazo de entrega do equipamento é de 90 dias. Ou seja, estende-se até perto do fim do verão. O mesmo concurso ainda não terá resultado num contrato assinado, tendo como preço base o montante de 814 mil euros. Oficialmente, a GNR nega a falta de meios à TSF.

No início de maio, depois de o Público ter noticiado o problema da falta de meios, o primeiro-ministro, António Costa, prometeu num debate quinzenal que tudo estaria pronto em meados de junho.

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