Tensões comerciais entre China e EUA pressionam Wall Street

As crescentes tensões comerciais entre a China e os EUA estão a deixar os investidores nervosos. Na abertura da primeira sessão desta semana, Wall Street está por isso pintado de vermelho.

Nem os bons resultados apresentados pelas principais empresas norte-americanas estão a animar os investidores, esta segunda-feira. Na primeira sessão da semana, Wall Street está pintado de vermelho à boleia das crescentes tensões comerciais entre os EUA e a China.

O índice de referência, o S&P 500, abriu assim em terreno negativo, a desvalorizar 0,12% para 2.836,88 pontos. Igual tendência está a seguir o tecnológico Nasdaq, recuando 0,16% para 7.383,31. O industrial Dow Jones também está a registar perdas, desvalorizando 0,26% para 25.395,22 pontos.

Este fim de semana, Donald Trump voltou a defender, no Twitter, as virtudes da sua política protecionista. O Presidente dos Estados Unidos adiantou mesmo que as tarifas já impostas sobre as importações vão permitir aos EUA pagar uma “grande parte da dívida de 21 biliões de dólares (cerca de 18,1 biliões de euros) que foi acumulada sobretudo durante a Administração Obama”.

“A China, que pela primeira vez está a sair-se mal contra nós, está a gastar uma fortuna em publicidade, tentando convencer os nossos políticos a lutarem contra as tarifas – porque estão realmente a prejudicar a sua economia. Nós estamos a ganhar, mas devemos ser fortes”, escreveu ainda líder norte-americano.

Entretanto, Pequim já respondeu às declarações da Casa Branca: os líderes sínicos dizem que o país está preparado para enfrentar as consequências económicas destes confrontos comerciais. “Considerando as exigências pouco razoáveis feitas pelos Estados Unidos, uma guerra comercial é um ato que tem como objetivo esmagar a soberania económica da China e tentar forçar esse país a ser um vassalo económico dos EUA”, lê-se no editorial, citado pela Bloomberg.

Recorde-se que, sexta-feira, a China ameaçou taxar mais de cinco mil produtos norte-americanos (tal como café, mel e químicos industriais), num total de quase 60 mil milhões de dólares. Esta foi a resposta dos sínicos à eventual imposição dos EUA de novas taxas de 25% aos seus produtos, o que poderia totalizar um impacto de 200 mil milhões de dólares.

Ainda nos mercados norte-americanos, especial destaque para os títulos da PepsiCo, que estão a valorizar 1,07%. Isto no dia em que foi anunciada a saída de Indra Nooyi do cargo de presidente executiva da gigante. Mais de uma década depois de ter assumido o cargo, Nooyi vai ser substituída por Ramon Laguarta.

Por outro lado, a pesar sobre a bolsa americana, estão as ações da Intel, que estão a recuar 1,42% para 48,63 euros. Os bons resultados apresentados pela empresa, no segundo trimestre do ano, estão a ser ofuscados pelas preocupações expressas pelo Barclays, que baixou o rating das ações da fabricante de chips. Os analistas defendem que a sua próxima geração de produtos precisa de provar que é melhor do que a oferecida pela concorrência.

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