Economia acelera. PIB cresce 2,3% no segundo trimestre

O PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre em relação aos três meses anteriores e 2,3% face ao período homólogo. Depois de um arranque fraco, a economia voltou a acelerar entre abril e junho.

A economia portuguesa cresceu 0,5% no segundo trimestre do ano em relação aos primeiros três meses e 2,3% face ao mesmo período do ano anterior, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta terça-feira, explicando a aceleração da variação homóloga com a evolução do consumo privado. Os dados confirmam as previsões dos economistas, que apontavam para uma aceleração, e mostram que, entre abril e junho, Portugal melhorou o seu desempenho económico em termos homólogos apesar de a zona euro ter apresentado um crescimento inferior (de 2,2%).

“Esta estimativa está alinhada com as expectativas traçadas pelo Governo no Orçamento do Estado para 2018”, já fez questão de notar o Ministério das Finanças, em comunicado. O Governo salienta ainda que o crescimento nacional ficou “ligeiramente acima do europeu e do da Zona Euro”, que registaram um avanço de 2,2%, em termos homólogos, e 0,4%, no que diz respeito à variação em cadeia. “Este é o décimo sétimo trimestre consecutivo de crescimento inclusivo da economia portuguesa. Este crescimento ocorre num contexto de equilíbrio das contas externas e de gestão orçamental responsável”, sublinhou ainda o Ministério.

No primeiro trimestre, o PIB cresceu 0,4% em relação aos três meses anteriores e 2,1% face ao período homólogo, revelando que o ano começou com uma travagem na atividade económica.

Os economistas esperavam que o segundo trimestre fosse de recuperação, com o PIB a crescer entre 0,3% e 0,8% em cadeia e entre 2,1% e 2,6% em termos homólogos.

A aceleração da atividade económica em Portugal acontece apesar de no conjunto da zona euro os dados apontarem para um abrandamento, enviando assim sinais mistos para o Governo português que está a preparar o Orçamento do Estado para 2019. Uma das primeiras tarefas das equipas técnicas é a elaboração do cenário macroeconómico, um elemento determinante para definir as políticas públicas para o ano seguinte.

Evolução do PIB

Fonte: INE

Em 2017, a economia portuguesa cresceu 2,7%, o ritmo mais alto desde 2000. Na reta final de 2017, o PIB engordou 0,7% em cadeia e 2,4% face ao mesmo período do ano anterior.

As principais instituições preveem que este ano a economia cresça menos do que em 2017. Governo, Banco de Portugal, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI) apontam para 2,3%, menos quatro décimas do que no ano passado.

Consumo privado deu contributo mais positivo

A nota do INE sobre a estimativa rápida indica que “a procura interna registou um contributo mais positivo, em resultado da aceleração do consumo privado, enquanto o Investimento apresentou um crescimento menos acentuado, determinado em larga medida pela diminuição da Formação Bruta de Capital Fixo em Material Transporte, refletindo o efeito base da forte aceleração verificada no segundo trimestre de 2017″.

Já a procura externa líquida apresentou um contributo negativo idêntico ao observado no trimestre anterior, adianta o instituto estatístico.

Os contributos para a variação em cadeia revelaram tendências um pouco diferentes. “O contributo da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB foi ligeiramente menos negativo, refletindo a aceleração das Exportações de Bens e Serviços superior à das Importações de Bens e Serviços. Por sua vez, o contributo positivo da procura interna manteve-se inalterado no segundo trimestre.”

Os detalhes sobre o desempenho da economia no segundo trimestre só serão divulgados pelo INE a 31 de agosto. Já os dados provisórios referentes ao terceiro trimestre (entre julho e setembro) serão publicados a 14 de novembro, já depois da entrega do Orçamento do Estado para o próximo ano no Parlamento.

(Notícia atualizada)

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