Proposta para a saúde e rutura de Santana Lopes agitam PSD

  • ECO
  • 17 Agosto 2018

O documento estrutural sobre a saúde e a saída de Santana Lopes do PSD têm gerado discussões acesas entre os membros do partido.

A proposta para a saúde apresentada pelos socialistas está a causar fortes divergências no partido, causando uma “viva discussão” na reunião da comissão, avança o Público (acesso condicionado). Em causa estava a defesa da ideia de que os serviços de saúde podem ser prestados pelo setor público, privado ou social.

A 12 de setembro acontece o próximo conselho nacional dos social-democratas, que promete ser bastante “aceso” depois da rutura de Pedro Santana Lopes e da possibilidade de Pedro Duarte ocupar essa cadeira. Contudo, em cima da mesa estarão mais motivos para gerar conflitos no partido, nomeadamente as alterações aos estatutos e o documento estratégico para a política da saúde — uma proposta que ainda não foi divulgada, mas que causou uma “viva discussão” na reunião da comissão política nacional no passado dia 18 de julho, diz o Público.

Em causa estava a defesa da ideia de que os serviços de saúde podem ser prestados pelo setor público, privado ou social. Essa tese poderia ser interpretada como uma defesa da privatização da saúde, o que terá “assustado” os altos dirigentes do PSD que tiveram acesso ao documento. Algumas reações terão sido mesmo “violentas”. Rui Rio focou-se na reforma da saúde, defendendo a necessidade de “mudar o paradigma” na área, considerando que o Estado “não tem de fazer tudo”, embora tenha de ser o “elemento central”.

Para além desse tema, a causar fervor está ainda a saída de Santana Lopes do partido. Neste sentido, começam a nascer discussões internas sobre o posicionamento do partido, sendo uma delas a de Emídio Sousa, presidente da concelhia local do PSD, que defende que o partido deveria discutir
o seu posicionamento ideológico, na sequência da aproximação ao PS, que considera “inadmissível”. O também presidente da Câmara de Santa Maria da Feira considera ainda prematuro estar a pôr em causa a liderança de Rio após os primeiros seis meses.

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