Fidelidade responde à AdC e garante respeitar a lei

  • Lusa
  • 21 Agosto 2018

A seguradora Fidelidade disse hoje que respeita a lei e que medidas tomadas tiveram como objetivo a sustentabilidade do negócio tal como recomendado pelos reguladores.

A seguradora Fidelidade, do grupo chinês Fosun, disse esta terça-feira que respeita a lei e que as medidas tomadas tiveram como objetivo a sustentabilidade do negócio tal como recomendado pelos reguladores, após ter sido acusada de envolvimento em cartel pela Autoridade da Concorrência.

A Autoridade da Concorrência acusou hoje cinco seguradoras de “cartel de repartição de mercado e fixação de preços”, sendo as empresas em causa Fidelidade e Multicare – Seguros de Saúde (ambas do grupo Fidelidade, comprado pela Fosun em 2014 à Caixa Geral de Depósitos), Lusitânia (pertencente ao Montepio), Seguradoras Unidas (do fundo norte-americano Apollo, que são a junção da Tranquilidade – que era do BES – e da Açoreana – que era do Banif) e a sucursal em Portugal da seguradora suiça Zurich.

Em reação à acusação, o grupo Fidelidade disse em comunicado que “reafirma o seu total compromisso com o respeito pelas normas legais aplicáveis” e que “o seu comportamento no mercado português de seguros se tem pautado pela procura responsável de condições de sustentabilidade sistémica”, até tendo em conta “preocupações” dos reguladores sobre o setor “que foram continuadamente transmitidas”.

Falando especificamente sobre o ramo de acidentes de trabalho, diz a Fidelidade que as medidas tomadas no passado tiveram como objetivo a “sustentabilidade do ramo” e a “a proteção do interesse dos seus segurados”.

Além de cinco empresas, a Autoridade da Concorrência acusou ainda hoje 14 administradores de estarem envolvidos na constituição do cartel.

Segundo o regulador, o cartel terá durado sete anos e teve impactos nos preços dos seguros contratados por grandes clientes empresariais, nomeadamente em seguros de acidentes de trabalho, saúde e automóvel.

Esta investigação decorre desde maio de 2017 e foi aberta, explicou, depois de denúncia de empresas que participaram no cartel, ao abrigo do programa de clemência, que prevê dispensa ou redução de multas.

As seguradoras têm agora direito a apresentarem a sua defesa.

A Fidelidade disse, no mesmo comunicado, que as duas empresas do grupo acusadas “irão analisar cuidadosamente os documentos recebidos para efeito de exercício do seu direito de defesa”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Fidelidade responde à AdC e garante respeitar a lei

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião