Tsipras: Grécia recupera “direito a definir o seu destino”

  • Lusa
  • 21 Agosto 2018

Primeiro-ministro grego congratulou-se com fim do terceiro resgate ao país. "É um dia histórico" que marca "o fim das políticas de austeridade e da recessão", disse Tsipras.

A Grécia recupera o “direito a definir o seu destino”, congratulou-se o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, numa mensagem televisiva a partir da ilha de Ítaca, símbolo da longa viagem do herói mitológico Ulisses.

Pretendendo assinalar o primeiro dia da “nova era” do seu país, que na segunda-feira concluiu o seu terceiro programa de assistência internacional, encerrando oito anos de resgates financeiros, Alexis Tsipras deslocou-se a Ítaca, no mar Jónico, ponto de partida e de regresso de Ulisses na Odisseia de Homero.

O primeiro-ministro grego salientou que se trata de “um dia histórico (…) o do fim das políticas de austeridade e da recessão”.

“A Odisseia moderna que o nosso país atravessou desde 2010 terminou”, declarou Tsipras na breve declaração transmitida esta terça-feira.

Utilizando expressões célebres da Odisseia, poema épico de Homero do século VIII antes de Cristo, Alexis Tsipras elogiou a coragem e “a capacidade dos gregos, que como Ulisses souberam enfrentar as ‘Simplégades’ (rochedos flutuantes)” da recessão.

"É um dia histórico (…) o do fim das políticas de austeridade e da recessão.”

Alexis Tsipras

Primeiro-ministro da Grécia

A Grécia, o país europeu mais atingido pela crise económica e financeira que surgiu em 2008, foi o primeiro a pedir assistência financeira e esteve oito anos sob tutela dos credores União Europeia e Fundo Monetário Internacional.

Tsipras, no poder desde janeiro de 2015, teve de assinar em julho do mesmo ano o terceiro e último plano de empréstimo ao país.

Na segunda-feira, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, bem como vários outros dirigentes europeus saudaram a saída da Grécia dos planos de ajuda, elogiando “os esforços e os sacrifícios dos gregos” a “a solidariedade” dos europeus durante a crise da dívida.

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou o seu homólogo grego pela saída do país do programa de resgate financeiro.

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