Jerónimo Martins sobe 2%. Retalhista deixa bolsa acima da linha de água

Lisboa fechou semana em terreno ligeiramente positivo, assim como a Europa. Por cá, destacaram-se as ações da Pharol, que evidenciaram um disparo de 6% no meio de notícias da Oi.

O melhor desempenho da sessão em Lisboa coube à Pharol, com as ações a subirem mais de 6%, mas também a Jerónimo Martins apresentou ganhos expressivos, determinantes para que a bolsa conseguisse terminar a semana em terreno ligeiramente positivo. Na Europa, o fecho das praças também se fez em tons de verde.

O PSI-20, o principal índice português, ganhou 0,12% para 5.497,2 pontos. As ações da dona do Pingo Doce somaram 1,9% para 13,90 euros e foram o contributo mais decisivo para que a praça nacional fechasse a sessão com sinal mais. Outras quatro cotadas também ajudaram, mas um pouco menos. Foi o caso da Galp Energia e da EDP Renováveis, com subidas de 0,54% e 0,40%, respetivamente.

A maior subida pertenceu à Pharol. A gestora da participação na operadora brasileira Oi viu títulos dispararem 6,07% para 0,2185 euros. Um desempenho que surge depois da notícia da Reuters de que os fundos de investimento especializados em ativos problemáticos, e que controlam parte da telecom, vão esperar por uma melhoria dos resultados antes de se desfazerem das suas participações.

“A Pharol distinguiu-se pela forte subida, que interrompe um movimento descendente bastante acentuado, que é explicado pela decisão da administração em participar no próximo aumento de capital da Oi”, afirmam os analistas do BPI no Comentário de Fecho. “Para materializar esse intento, a Pharol anunciou na semana passada que irá igualmente aumentar o seu capital. Essa decisão gerou uma forte pressão vendedora que foi interrompida hoje”, acrescentam.

A travar uma maior ambição: EDP e BCP, com quedas de 0,77% e 0,47%, respetivamente.

Fora do índice de referência nacional, as ações do BPI estiveram sob pressão compradora, fechando em alta de 1,94% para 1,472 euros, depois de a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) se ter decidido pela nomeação de um auditor para fixar a contrapartida para o CaixaBank retirar o banco português de bolsa.

BPI avança

No panorama europeu, o benchmark Stoxx 600 somou ligeiros 0,09%. Outras praças importantes como o CAC-40, o FTSE-Mib e o IBEX-35 encerraram com ganhos entre 0,2% e 0,6%.

“A sessão pautou-se pela expectativa em relação à intervenção do Presidente da Fed no Fórum Anual desta instituição que se realiza em Jackson Hole“, disse o BPI. “O setor bancário europeu, que ultimamente tem sido atingido pelos receios em relação ao próximo Orçamento de Estado do Governo Italiano, foi hoje animado por uma notícia reportada pela Reuters sobre uma hipotética fusão entre o italiano Unicredit e o francês BNP Paribas”, notou ainda.

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