Governo e Bruxelas dão luz verde aos prémios na CGD

  • ECO
  • 29 Agosto 2018

A Caixa vai distribuir aos trabalhadores, já em setembro, prémios que podem ir até aos 3.000 euros. Para os sindicatos, esta iniciativa da administração de Paulo Macedo não é o mais relevante.

Foi discutida com as autoridades nacionais e europeias e recebeu luz verde. A administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai distribuir prémios de desempenho aos trabalhadores já em setembro, escreve esta quarta-feira o jornal Público (acesso condicionado). A decisão ocorre no âmbito do programa de recapitalização do banco, fundamentada pelo princípio de que a Caixa deverá operar no mercado em igualdade de circunstâncias com os seus concorrentes privados.

Em causa estão o pagamento de prémios cujo montante pode variar entre os 500 e os 3.000 euros, consoante a avaliação das chefias e o cumprimento dos objetivos comerciais estabelecidos, de assiduidade, entre outros critérios.

Em vésperas de uma renegociação salarial, que mantém administração e sindicatos afastadas, os sindicatos desvalorizam a atribuição destes prémios, preferindo dirigir as suas atenções para a negociação que se avizinha sobre o próximo Acordo de Empresa do banco, denunciado por Paulo Macedo há um mês.

“A atribuição de bónus aos trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos foi discutida entre o Governo e a Comissão Europeia, encontrando-se prevista no Plano Estratégico da CGD”, afirmou uma fonte oficial do Ministério das Finanças ao jornal, sobre a decisão de Paulo Macedo de distribuir prémios de desempenho, na sequência do regresso da instituição a resultados positivos. A mesma fonte avançou que “cumpre à administração da CGD a implementação concreta desta medida”.

No dia 10 de março do ano passado, o Governo e a Comissão Europeia fecharam o plano de recapitalização, que definiu as balizas da gestão na sequência da injeção de 3,9 mil milhões de euros de dinheiros públicos na CGD. Esta injeção de capital teve por base o princípio de que a ajuda do Estado seria feita em condições equivalentes à de um parceiro privado.

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