Retalho pressiona bolsa de Lisboa. PSI-20 cai pelo segundo dia

Sonae e Jerónimo Martins pressionaram a bolsa portuguesa. Lisboa fechou em baixa pela segunda sessão e em contra-ciclo com os pares europeus.

Dia mau para as duas retalhistas portuguesas: tanto a Jerónimo Martins como a Sonae tombaram mais de 1% em Lisboa, pressionando a praça portuguesa pela segunda sessão consecutiva. Foi em contramão com os ganhos registados na Europa.

O PSI-20, o principal índice português, cedeu 0,29% para 5.495,74 pontos. Foram 13 as cotadas que fecharam abaixo da linha de água, com destaque para o setor do retalho. A Jerónimo Martins (dona do Pingo Doce) caiu 1,01% para 13,21 euros. E a Sonae (dona do Continente) registou o pior desempenho por cá com uma baixa de 1,64% para 0,931 euros.

Também os pesos pesados BCP e Galp contribuíram negativamente para este desfecho. O banco liderado por Miguel Maya viu as ações caírem 0,12% e os títulos da petrolífera nacional desvalorizaram 0,11%.

“O PSI-20 encerrou o dia com perdas contidas. Tal como no resto da Europa, a sessão foi particularmente calma“, resumiram os analistas do BPI. “A Jerónimo Martins foi alvo, tal como ontem, de uma realização de mais-valias. O BCP não conseguiu, desta vez, acompanhar a ténue recuperação das ações bancárias italianas. A Pharol esteve novamente pressionada pela renovada debilidade do real brasileiro, que diminui o valor em euros do principal ativo da empresa: a participação na operadora brasileira Oi”, explicaram ainda.

Lá por fora, o dia foi positivo. Wall Street abriu a fixar um novo recorde à boleia dos bons dados da economia. Deste lado do Atlântico, o índice de referência europeu Stoxx 600 somou 0,3% e praças como Frankfurt ou Paris também apresentaram ganhos da mesma dimensão. Um pouco melhor esteve o FTSE-Mib: o índice italiano avançou 0,6%.

Os analistas associaram a valorização da praça milanesa à notícia do jornal italiano La Stampa que dava conta de que o Governo Italiano estaria a promover contactos com o Banco Central Europeu (BCE) para avançar com um plano de compra de dívida italiana se as yields italianas começassem a subir abruptamente.

“As ações italianas conseguiram recuperar um pouco e no mercado obrigacionista, as yields transalpinas recuaram ligeiramente“, comentaram os analistas.

(Notícia atualizada às 16h53)

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