Governo volta a injetar dinheiro na CP. Desta vez foram 32 milhões de euros

O Governo dotou a CP-Comboios de Portugal de mais 32 milhões de euros, na sequência das dificuldades financeiras que a empresa tem vindo a atravessar.

O Estado português acaba de injetar 32 milhões de euros na CP, aumentando o capital estatuário da empresa para 3,9 mil milhões de euros. É uma resposta do Executivo à degradação financeira que a empresa tem vivido, com falta de manutenção do equipamento e falta de comboios. Até julho, a transportadora já tinha tinha recebido 36,9 milhões de euros de capital mas, com mais este aumento, o valor sobe para os 68,9 milhões de euros desde o início do ano.

A notícia surge numa altura que a CP fechou o aluguer de mais quatro comboios a diesel e uma primeira unidade elétrica aos espanhóis da Renfe. A empresa pública também se está a preparar para um concurso com vista à compra de mais comboios.

Além disso, o presidente da CP, Carlos Gomes Nogueira, vai esta terça-feira ao Parlamento, onde será questionado acerca da “degradação do material e do serviço prestado” pela empresa. A audição foi pedida pelo PSD. Na quinta-feira, Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, também vai à Assembleia da República (AR) falar sobre o tema do estado da ferrovia.

A CP está a trabalhar para se preparar para a liberalização do mercado do transporte ferroviário de passageiros, uma medida imposta por Bruxelas e que vai entrar em vigor no início do próximo ano. Isso vai permitir a entrada de operadores privados neste setor.

(Notícia atualizada às 21h15 com mais informações)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Governo volta a injetar dinheiro na CP. Desta vez foram 32 milhões de euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião