Se não houver aumentos salariais, Função Pública avança para greve

  • ECO
  • 4 Setembro 2018

A FESAP propõe aumentos salariais de 3,5% já para o próximo ano. No entanto, a entidade disposta a negociar o valor com o Governo. 

A Federação de Sindicatos de Administração Pública (FESAP) ameaçou esta terça-feira avançar para uma greve, a realizar-se ainda este ano, caso o Governo não apresente qualquer proposta de aumentos salariais, afirmou em conferência de imprensa. Do lado da FESAP, estão em causa aumentos salariais de 3,5% no próximo ano, no entanto a entidade disposta a negociar o valor com o Governo.

“Só precisamos que o Governo nos diga que em 2019 vai aumentar salários na Função Pública”, afirmou o secretário-geral da FESAP, José Abraão, em conferência de imprensa citada pelo Jornal de Negócios. “É evidente que, se as propostas não merecerem acolhimento, temos a luta e a greve como as últimas armas a usar”, acrescentou.

Esta quarta-feira, a FESAP, tal como as outras duas estruturas sindicais da função pública, vão estar no Ministério das Finanças para a primeira reunião sobre o Orçamento do Estado. É esperada já alguma indicação sobre o rumo dos salários em 2019, uma vez que as estruturas sindicais não abdicam de negociar a atualização das remunerações e das carreiras antes do Orçamento do Estado ficar fechado.

A estrutura da UGT admite que as negociações possam ser feitas em termos plurianuais, de forma idêntica ao que acontece com os aumentos das pensões, que estão associados a indicadores económicos e, também, “à semelhança do que fizeram os colegas espanhóis e na Alemanha”.

Quanto aos aumentos faseados em diferentes momentos do próximo ano, a FESAP rejeita essa proposta, que foi apresentada pelo Bloco de Esquerda.

Apoie o jornalismo económico independente. Contribua

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso. O acesso às notícias do ECO é (ainda) livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo rigoroso e credível, mas não só. É continuar a informar apesar do confinamento, é continuar a escrutinar as decisões políticas quando tudo parece descontrolado.

Introduza um valor

Valor mínimo 5€. Após confirmação será gerada uma referência Multibanco.

Comentários ({{ total }})

Se não houver aumentos salariais, Função Pública avança para greve

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião