Políticas portuguesas no turismo devem “ser replicadas”

  • Lusa
  • 11 Setembro 2018

A presidente do WTTC - World Travel & Tourism Council, Gloria Guevara Manzo, aplaude o que tem sido feito pelo turismo em Portugal. Defende que se deve replicar as políticas.

As políticas no setor do turismo em Portugal “devem ser replicadas” face aos resultados muito positivos, argumentou hoje a presidente do WTTC – World Travel & Tourism Council, Gloria Guevara Manzo, num fórum da organização, a decorrer em Lisboa.

Na abertura do Fórum de Líderes Europeus do WTTC, a presidente enumerou os números recorde do turismo em Portugal, que considerou como “crescimento impressionante” e notando não se tratar apenas de “quantidade, mas qualidade”.

“As pessoas que chegam e ficam cá têm impacto no PIB (Produto Interno Bruto). Temos que perguntar como fizeram e replicar as políticas daqui [Portugal]”, argumentou a responsável, precisando que um em cada cinco empregos em Portugal depende do setor turístico.

Logo de seguida, o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, enumerou cinco pontos seguidos pelo Governo no setor, cujo sucesso foi justificado pelo “trabalho conjunto” que Governo empresas têm feito.

"As pessoas que chegam e ficam cá têm impacto no PIB (Produto Interno Bruto). Temos que perguntar como fizeram e replicar as políticas daqui [Portugal].”

Gloria Guevara Manzo

Presidente da World Travel & Tourism Council

À plateia de representantes nacionais e internacionais do setor, o governante recordou a estratégia de 10 anos desenhada para o turismo e “muito discutido com o setor privado”.

Em cima da mesa da estratégia do país têm estado questões da sazonalidade e a promoção da época baixa para garantir maior sustentabilidade nos alojamentos e nos empregos.

Outro caminho seguido é disseminar o turismo por outras zonas do país, promovendo além de cidades, as opções por aventura ou natureza e apostando “em áreas com menor desenvolvimento e oportunidades de trabalho”, segundo Caldeira Cabral.

O governante referiu ainda que “não se pode crescer, sem investimento” e que, por isso, foram lançadas linhas de financiamento e o resultado foram, nomeadamente, hotéis inovadores e modernizados.

“Inovação é chave para este setor. Não há nada tradicional no turismo” sublinhou ainda o ministro, referindo como a internet é essencial para marcar as viagens e que Portugal também está apostar na área da inovação e a trabalhar com ‘startups’.

Para explicar o crescimento a dois dígitos no turismo estão também as mudanças introduzidas na formação, em colaboração com os agentes do setor, porque esta é uma área “sobre pessoas”.

O ministro encerrou a sua intervenção com a afirmação de que Portugal também está a percorrer o caminho da sustentabilidade, através da aposta nas energias renováveis.

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