Preços desaceleram na Zona Euro. Inflação fica nos 2% em agosto

Agosto trouxe uma ligeira desaceleração do crescimento dos preços na zona da moeda única. Inflação ficou nos 2%, impulsionada pelos preços da energia . Em Portugal, a taxa ficou-se pelos 1,3%.

O crescimento dos preços desacelerou ligeiramente em agosto, tendo a taxa de inflação atingido os 2% naquele mês, mostram os dados divulgados esta segunda-feira pelo Eurostat. Portugal registou uma taxa inferior à média da região da moeda única, com a inflação a ficar nos 1,3%.

Esta taxa compara com os 2,1% de subida dos preços no consumidor que foram registados em julho. Em agosto do ano passado, a inflação estava nos 1,7%.

“Em agosto de 2018, a maior contribuição para a inflação da Zona Euro veio da energia, seguido dos serviços, alimentação, álcool e tabaco e dos bens industriais não energéticos”, explica o gabinete de estatísticas da União Europeia.

O Banco Central Europeu (BCE), que tem como missão controlar os preços na região da moeda única com o objetivo de manter a inflação “próxima, mas abaixo de 2%”, prevê que a taxa de crescimento dos preços se situe nos 1,7% entre este ano e 2020, previsões revistas na última reunião do Conselho de Governadores e que cortaram as estimativas para o crescimento da economia nos próximos anos perante o impacto do protecionismo e do aumento da volatilidade nos mercados financeiros.[frames-chart src=”https://s.frames.news/cards/inflacao-na-zona-euro/?locale=pt-PT&static” width=”300px” id=”66″ slug=”inflacao-na-zona-euro” thumbnail-url=”https://s.frames.news/cards/inflacao-na-zona-euro/thumbnail?version=1532101729372&locale=pt-PT&publisher=eco.pt” mce-placeholder=”1″]

Para toda o espaço comunitário, a taxa de inflação anual também baixou face ao mês anterior: fixou-se nos 2,1% em agosto, comparando com os 2,2% registados em julho.

Dinamarca (0,8%), Irlanda (0,9%) e Grécia (0,9%) registaram as taxas de inflação mais baixas. Já os crescimentos de preços mais expressivos foram observados na Roménia (4,7%), Bulgária (3,7%), Estónia (3,7%) e Hungria (3,4%).

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