Receitas turísticas desaceleram em julho. Crescem quase metade do que há um ano

As receitas turísticas cresceram, em julho deste ano, ao menor ritmo dos últimos cinco anos. Mesmo assim, no conjunto de 2018, continuam a bater-se recordes.

As receitas turísticas continuam a aumentar consecutivamente, mas, ao contrário do que acontece nos meses de época baixa, o crescimento está a abrandar nos meses de verão. Em julho deste ano, as receitas turísticas registaram o menor crescimento desde o mesmo mês de 2013. Ainda assim, em termos acumulados, continuam a ser quebrados recordes no setor.

Entre janeiro e julho, segundo os dados publicados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal, os turistas deixaram em Portugal mais de 8,9 mil milhões de euros, o equivalente a cerca de 42 milhões de euros por dia e um aumento de 12,9% em relação ao mesmo período de 2017.

O ritmo de crescimento está em clara desaceleração. No conjunto dos sete primeiros meses de 2017, as receitas turísticas tinham aumentado 20% em termos homólogos. A contribuir para este abrandamento estão, sobretudo, os meses tradicionalmente de época alta, já que, nos meses de inverno, o crescimento continua a acelerar. Considerando apenas julho, as receitas turísticas ultrapassaram os dois mil milhões de euros, aumentando em 9,5% em relação a julho de 2017. Este é o menor crescimento registado num mês de julho de 2013. No ano passado, nesse mês, as receitas cresciam quase ao dobro do ritmo, aumentando em 16,7%.

Também o dinheiro que os portugueses gastam lá fora está a aumentar. Entre janeiro e julho, os portugueses em viagem gastaram 2,6 mil milhões de euros no estrangeiro, o que representa uma subida de 7,6% em relação ao período homólogo. Feitas as contas, o saldo da balança de viagens e turismo fixou-se em 6,2 mil milhões de euros no conjunto dos sete primeiros meses do ano, mais 15,3% do que há um ano.

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