Portugal teve 2,2 milhões de hóspedes e 6,7 milhões de dormidas no passado mês de julho. Menos do que em junho

Os estabelecimentos hoteleiros e similares registaram menos hóspedes e menos dormidas em julho, comparativamente aos valores apresentados no mês de junho.

Os estabelecimentos hoteleiros e similares registaram 2,2 milhões de hóspedes e 6,7 milhões de dormidas no passado mês de julho, menos 0,2% e 3,2%, respetivamente, do que os valores apresentados em junho. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) esta segunda-feira.

Portugal teve 2,2 milhões de hóspedes no setor hoteleiro, que proporcionaram 6,7 milhões de dormidas. Quanto a estas, é de referir que as dormidas dos residentes cresceram em 1,6%, enquanto as dos não residentes diminuíram em 4,5%. A estadia média, que está agora nas 3,09 noites, reduziu 0,6%, sendo que no caso dos residentes aumentou 2,6% e no casos dos não residentes diminui 1,8%.

Comparando com os primeiros sete meses do ano, o número de hóspedes sofreu um aumento de 1,6%, no entanto o número de dormidas recuou 0,3%. As dormidas em hotéis, que representam 66,2% do total, diminuíram 1,5%. As restantes tipologias também apresentaram reduções no número de dormidas, contudo a diminuição foi pouco expressiva no caso das pousadas

Os proveitos totais desaceleraram, perante este cenário — e face aos valores de janeiro a julho deste ano — 2,2 pontos percentuais. Em julho atingiram uma taxa de variação homóloga de 6,0%, 455,9 milhões de euros, e nos primeiros sete meses do ano registaram uma variação de 8,3%.

Ainda que os resultados sejam provisórios, estima-se que em 2017 o número de chegadas a Portugal de turistas não residentes tenha atingido os 21,2 milhões. A confirmar-se, tal número representa um aumento de 16,6% em relação a 2016.

E os outros mercados? Europeus são menos

Os 15 principais mercados representaram 86,8% das dormidas de não residentes. No caso específico dos mercados europeus, a diminuição é uma constante em todos eles.

INEINE

A taxa de dormidas de não residentes do mercado britânico, por exemplo, recuou 11,7% em julho. Em Espanha, esta taxa também sofreu uma diminuição, embora não tão acentuada (menos 5,9%). As dormidas de hóspedes da Alemanha desceram 1,6% no passado mês de julho e, de França reduziram 5,9%.

A maior diminuição no número de dormidas de não residentes durante o mês de julho coube, no entanto, à Polónia, que registou uma queda de 21,7%.

Do outro lado da linha, a registar crescimento, estão os mercados canadiano (48,5%), norte-americano (33,6%) e brasileiro (11,6%). Nos primeiros sete meses do ano, o destaque vai para os mesmos mercados (+18,7%, +22,0% e +11,5%, respetivamente).

(Notícia atualizada às 11h55)

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Portugal teve 2,2 milhões de hóspedes e 6,7 milhões de dormidas no passado mês de julho. Menos do que em junho

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião