Novo administrador financeiro do Novo Banco inicia funções no próximo ano

Chama-se Mark Bourke e vem do Allied Irish Bank, que foi intevencionado pelo Governo irlandês em 2010. Novo administrador financeiro só iniciará funções no início do próximo ano.

Está oficializada a nomeação do novo administrador financeiro do Novo Banco, como o ECO avançou: chama-se Mark Bourke, tem 51 anos e vem do Allied Irish Bank, “um dos maiores bancos na Irlanda que em 2010 foi intervencionado pelo estado irlandês”, segundo a descrição da instituição portuguesa no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“Mark Bourke foi nomeado como novo membro do Conselho de Administração Executivo do Novo Banco para a função de Chief Financial Officer, para o mandato em curso, por deliberação hoje tomada pelo Conselho Geral e de Supervisão”, diz o Novo Banco na informação prestada esta segunda-feira ao regulador do mercado.

Bourke desempenhava as mesmas funções no Allied Irish Bank desde 2014, “tendo em 2017 colocado no mercado parte das através de uma oferta pública inicial”, indica o Novo Banco, que nasceu da medida de resolução aplicada ao BES há quatro anos. O Novo Banco foi vendido em 2017 ao fundo norte-americano Lone Star, que injetou 1.000 milhões de euros na instituição.

Anteriormente, Mark Bourke foi CEO e CFO na IFG, uma sociedade irlandesa de serviços financeiros, tendo antes de 2000 sido partner na PwC.

“Fica assim completa a equipa executiva do Novo Banco composta por oito membros. Mark Bourke deverá entrar em funções previsivelmente no início do próximo ano, depois de completar o seu mandato no AIB e após autorização pelo Banco Central Europeu”, revela o banco liderado por António Ramalho.

Jorge Freire Cardoso, que até agora desempenha as funções de CFO, vai continuar no banco passando agora a estar responsável pela área de investimento ao nível da venda de imobiliários e de recuperação do crédito malparado (NPL). Freire Cardoso é Chief Recovery and Investment Officer.

O Novo Banco voltou aos prejuízos no primeiro semestre do ano, tendo registado um resultado líquido negativo de 231 milhões de euros.

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