Governador do Banco de Portugal avisa que concentração entre bancos deverá aumentar na Europa

  • ECO e Lusa
  • 25 Setembro 2018

Governador do Banco de Portugal disse que os bancos portugueses se devem preparar para os movimentos de concentração na Europa no sentido de ganharem dimensão.

O governador do Banco de Portugal (BdP) avisou que as fusões e integrações entre bancos de diferentes países deverão aumentar e que os bancos portugueses se devem preparar para concorrer no espaço europeu.

Na conferência Banca do Futuro, organizada pelo Jornal de Negócios em Lisboa, Carlos Costa disse que a integração financeira a nível europeu é uma realidade que se vai reforçar de futuro e que isso deverá levar a movimentos de consolidação.

“Os movimentos de consolidação transfronteiriça não podem ser ignorados”, afirmou o responsável máximo pelo regulador e supervisor bancário. Para se defenderem desses movimentos, os bancos portugueses “têm de estar preparados para concorrer no espaço europeu” e isso significa terem escala e eficiência, disse ainda Carlos Costa.

Para isso, considerou, os bancos têm de avaliar bem o investimento a fazer, isto quando o capital ainda é escasso, e onde investir, tendo em atenção os centros de decisão.

“Este processo de concentração será tanto mais rápido quanto menos preparados [os bancos] estiverem para concorrerem no espaço europeu”, advertiu.

Em reação a estas declarações, Miguel Maya disse entre “dimensão e agilidade” a sua prioridade para o BCP passa pela “agilidade”. “Estamos todos preocupados com as fintech porque elas têm uma enorme agilidade. A preocupação que eu tenho para o BCP não é a dimensão. É antes a agilidade e sermos capazes de responder às necessidades dos clientes de uma forma muito célere”, disse aos jornalistas o CEO do BCP no final da evento.

“Em relação aos movimentos, o BCP vai estar atento e, surgindo uma oportunidade, vamos olhar para ela. Mas aquilo que nós apresentamos no plano até 2021 não pressupõe crescimento por via de aquisições“, declarou ainda.

O BCP é um dos interessados na aquisição do negócio polaco do Société Générale, mas Miguel Maya recusou comentar o assunto.

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