PS quer travar disparidade salarial nas empresas com TSU

  • ECO
  • 26 Setembro 2018

Tal como já tinha sido proposto pelo Bloco de Esquerda, o PS quer penalizar as empresas com maiores disparidades salariais, impedindo-as de aceder a apoios públicos. Acrescenta o agravamento da TSU.

O PS quer usar o agravamento da Taxa Social Única (TSU) como mecanismo para penalizar as empresas com maiores desigualdades salariais entre patrões e empregados. À semelhança do que já tinha sido proposto pelo Bloco de Esquerda, o partido de Carlos César sugere ainda que essas companhias fiquem impedidas de aceder a subsídios e apoios públicos, avança o Público (acesso condicionado).

Em agosto, o primeiro-ministro tinha trazido este assunto para a ribalta, quando defendeu que as “empresas têm de perceber que têm de alterar estas estruturas salariais”, considerando inaceitável a disparidade remuneratória verificada em empresas como a EDP.

Poucos dias depois dessas declarações de António Costa, foi o Bloco de Esquerda a colocar o foco na matéria com a apresentação de um projeto de lei que prevê que as empresas com maiores desigualdades salariais fiquem “privadas do direito de participar em arrematações ou concursos públicos, bem como de beneficiar de quaisquer benefícios ou subsídios e apoios definidos pelos programas públicos de apoio a empresas e à criação de emprego”.

Quase dois meses depois, e com a discussão do Orçamento do Estado para o próximo ano à porta, o PS desafia agora o Governo a “estabelecer um mecanismo de limitação proporcional da disparidade salarial no interior de cada organização, pública ou privada”.

Os socialistas apelam à discussão do tema com os parceiros sociais e sublinham que as remunerações praticadas nas empresas públicas devem ser revistas enquanto que as praticadas no privado devem cumprir certos limites. Caso não o façam, as empresas deverão sofrer “o agravamento da sua contribuição para a Segurança Social” ou ser impedidas de aceder “a subsídios e apoios públicos à criação de emprego”, defende o partido.

Tal como Bloco de Esquerda, também o PS não é claro quanto à definição desse leque salarial que deverá guiar as empresas, defendendo ainda a existência mecanismos de transparência de modo a que se divulguem, anualmente, os dados relativos aos salários mínimo, médio e máximo praticados no seio das companhias.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

PS quer travar disparidade salarial nas empresas com TSU

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião