Check-in num hotel ou alugar um carro apenas com reconhecimento facial? Cascais vai estrear sistema de identificação da Vision-Box

A empresa portuguesa de verificação da identidade dos passageiros em aeroportos quer expandir a tecnologia para as cidades. Cascais será um dos primeiros locais onde o sistema pode ser testado.

Olhando para uma câmara, os passageiros podem passar pela segurança do aeroporto mais rapidamente, sem precisar de mostrar documentos de identificação. Continuar a recorrer a essa tecnologia depois de sair do aeroporto, expandi-la para além desse contexto e ir para a cidade continuando a tirar partido da plataforma com reconhecimento facial é o novo projeto da Vision-Box.

E Cascais vai ser uma das primeiras cidades a experimentar este modelo, nos próximos três ou quatro anos, revelou o vice-presidente de vendas e marketing da Vision-Box, Jean-François Lennon, na Fundação Champalimaud, na décima edição da conferência eID. A empresa portuguesa, fundada por Miguel Leitmann e Bento Correia, especializa-se em identificação e controlo eletrónico de fronteiras através de biometria.

Bento Correia, cofundador da Vision-BoxHenrique Casinhas/ECO

Para Bento Correia o futuro é, através da biometria, fazer o registo num hotel, o aluguer um carro ou uma bicicleta. É o futuro, o “interface com entidades de qualquer tipo”, públicas ou privadas. Os cidadãos poderão utilizar estes serviços com a identificação pela plataforma.

Outro dos próximos passos é saber em tempo real o momento em que os passageiros vão chegar ao aeroporto, quando vão passar pela segurança e quando vão apanhar o voo, para criar um “ecossistema de benefícios”. Ao chegar ao destino, a identidade já estaria verificada. Para Jean-François, é um sistema win-win-win. O aeroporto, ao perceber os horários dos passageiros, consegue corresponder melhor às necessidades e gerar mais receita. O Governo tem mais segurança e controlo de quem entra e sai do país, e para o passageiro a experiência é mais personalizada e facilitada.

A empresa tem financiamento do Smarty Flow, um projeto do Governo que é suportado também por fundos comunitários. Em junho do ano passado, a Comissão Europeia entregou dois milhões de euros de financiamento à Vision-Box através do programa de investigação Horizonte 2020.

A empresa desenvolve também soluções de gestão de identidade eletrónica, através dos quais os governos conseguem identificar pessoas que têm algo que os impede de sair do país. Em alguns países, as pessoas não podem sair se não pagarem impostos, e já aconteceu não conseguirem passar a fronteira por este mecanismo de segurança, exemplifica o cofundador Bento Correia.

A Vision-Box está presente em mais de 80 aeroportos internacionais e em 30% das fronteiras mundiais. Em Portugal trabalharam com o SEF, e começaram por implementar a tecnologia no aeroporto de Faro, que funcionou com o sistema-piloto. O primeiro aeroporto a ter esta tecnologia fora do território nacional foi o de Manchester.

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