Turismo está a desacelerar. “Não me preocupa”, diz secretária de Estado

Ana Mendes Godinho diz que já não há "margem para crescer no verão" e que o objetivo é crescer na época baixa, meta que está a ser alcançada.

Portugal tem conseguido manter um ritmo de crescimento do turismo acelerado nos meses de época baixa, mas o setor está em claro abrandamento na época alta. O cenário não preocupa a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, que afirma que já não há “margem para crescer no verão” e que o objetivo é, precisamente, crescer na época baixa. O aumento das receitas turísticas é mais do que suficiente para compensar a quebra do número de turistas.

No conjunto dos sete primeiros meses deste ano, o número de hóspedes recebidos em Portugal aumentou em 1,6%, enquanto o número de dormidas caiu 0,3%. Para esta desaceleração contribuiu a época alta: considerando apenas o mês de julho, tanto os hóspedes como as dormidas recuaram mais de 2%, depois de já terem recuado em junho.

Questionada pelo ECO sobre esta desaceleração, à margem da Cimeira do Turismo, que decorre esta quinta-feira em Lisboa, a secretária de Estado desvaloriza este cenário. “Não me preocupa. Já não temos muita margem para crescer no verão. O objetivo é, precisamente, crescer na época baixa“, afirma.

E acrescenta: “Estamos a conseguir ter uma evolução da receita muito superior à dos turistas. Não nos interessa ter muitos turistas se isso não trouxer valor e receita para o território”.

Estamos a conseguir ter uma evolução da receita muito superior à dos turistas. Não nos interessa ter muitos turistas se isso não trouxer valor e receita para o território.

Ana Mendes Godinho

Secretária de Estado do Turismo

Entre janeiro e julho deste ano, as receitas turísticas ultrapassaram os 8,9 mil milhões de euros, valor que representa um aumento de quase 13% em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento fica muito acima daquele que é registado, no mesmo período, no número de hóspedes e de dormidas, que no conjunto de janeiro a julho aumentaram em % e %, respetivamente.

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