“Temos de trazer o digital” para os balcões, diz o Novo Banco

O Novo Banco quer potenciar as vantagens do digital também no mundo físico. Mas o fecho de balcões continua a ser uma "inevitabilidade".

Pedro Inácio, executive manager do Novo Banco.Henrique Casinhas/ECO

O Novo Banco quer aplicar o potencial do digital também na relação presencial com os clientes, mesmo num contexto económico em que o banco se vê obrigado a fechar balcões para se “manter relevante para os acionistas”. “O digital não é só à distância, o digital também é no [mundo] presencial”, afirmou esta sexta-feira o executive manager do Novo Banco, Pedro Inácio.

“Estamos numa era digital. Isso quer dizer que tenho de ter a certeza de que os serviços e produtos que tenho são possíveis de consumir nessa era digital. O onboarding, o dia-a-dia, o consultar as contas, as operações, o adquirir produtos e serviços, o investimento e o crédito, tudo isto tem de poder ser feito no digital”, afirmou Pedro Inácio, assumindo o desafio de também aplicar o potencial da tecnologia no mundo físico. “Temos de trazer o digital para o [mundo] presencial”, afirmou num painel inserido na eID Conference, que decorre em Lisboa, sem revelar projetos concretos para atingir este objetivo.

Questionado sobre se essa ideia não contradiz a lógica de que o digital foi o principal fator a promover o fecho de balcões dos bancos, Pedro Inácio considerou esse fenómeno uma “inevitabilidade”. “Tem de haver essa adaptação. Também mudou aquilo que era um modelo de distribuição em que era precisa uma presença local para ter quota de mercado. Isso mudou”, defendeu o executive manager do Novo Banco.

Tem de haver essa adaptação [com o fecho de balcões]. Mudou aquilo que era um modelo de distribuição em que era precisa uma presença local para ter quota de mercado.

Pedro Inácio

Executive manager do Novo Banco

O executivo do banco explicou também que “a banca tem de ser relevante para os seus principais stakeholders“, onde se inserem os acionistas da empresa. “Tem de ser rentável, tem de dar lucro. Isto parece óbvio. Mas, se olharmos para o passado, não é assim tão óbvio”, reiterou Pedro Inácio.

Como o ECO tem vindo a revelar, o Novo Banco tem eliminado dezenas de balcões. De acordo com dados revelados em julho, só este ano a empresa já apagou do mapa 71 balcões físicos de norte a sul do país. O banco está perto de atingir o objetivo de ter apenas 400 balcões, sendo que o prazo inicial para esta meta terminava em 2021. Entre os critérios para o fecho de balcões está, acima de tudo, a proximidade com outra agência.

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