Cristas preferia descida do IRS a aumentos na Função Pública em 2019

  • Lusa
  • 1 Outubro 2018

“Sendo possível, e havendo folga, pensar numa baixa progressiva e generalizada do IRS para todos os portugueses, o que inclui a Função Pública, mas que inclui todos os outros”, disse Assunção Cristas.

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, preferia uma “descida progressiva e generalizada” do IRS para todos a um aumento salarial para a Função Pública no Orçamento do Estado do próximo ano, já admitido pelo primeiro-ministro.

“Gostaria de pensar que, sendo possível, e havendo folga, pensar numa baixa progressiva e generalizada do IRS para todos os portugueses, o que inclui a Função Pública, mas que inclui todos os outros”, afirmou Assunção Cristas, após uma visita ao bairro da Flamenga, Marvila, em Lisboa.

Gostaria de pensar que, sendo possível, e havendo folga, pensar numa baixa progressiva e generalizada do IRS para todos os portugueses, o que inclui a Função Pública, mas que inclui todos os outros.

Assunção Cristas

Líder do CDS

A 15 dias da apresentação do Orçamento, a líder centrista disse compreender bem “o objetivo do Governo”, mas, se dependesse do CDS, a opção seria diferente. Para Assunção Cristas, a “escolha passaria por algo que tivesse impacto em todas as famílias” e não apenas nos trabalhadores da Administração Pública.

Questionada sobre se este seria um Orçamento feito a pensar nas eleições de 2019, Assunção Cristas deu uma resposta curta, com uma referência ao Governo de José Sócrates, em 2009, ano em que os funcionários públicos receberam um aumento de 2,9%. “Em 2009 tivemos um Orçamento assim, vamos ver como é este”, afirmou ainda, recusando fazer muitos mais comentários antes de conhecer o Orçamento do Estado, cuja entrega no parlamento está prevista para 15 de outubro.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, admitiu um “aumento salarial efetivo” na função Oública e previu um “bom Orçamento” para 2019. “Estamos a trabalhar, no quadro das negociações, para ver se há margem para podermos ir um pouco mais além e, para além do descongelamento das carreiras, poder haver, pela primeira vez em muitos anos, algum aumento salarial efetivo e não só reposições ou descongelamentos”, assinalou António Costa.

Apoie o jornalismo económico independente. Contribua

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso. O acesso às notícias do ECO é (ainda) livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo rigoroso e credível, mas não só. É continuar a informar apesar do confinamento, é continuar a escrutinar as decisões políticas quando tudo parece descontrolado.

Introduza um valor

Valor mínimo 5€. Após confirmação será gerada uma referência Multibanco.

Comentários ({{ total }})

Cristas preferia descida do IRS a aumentos na Função Pública em 2019

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião