FMI revê ligeiramente em baixa crescimento da economia espanhola em 2018

  • Lusa
  • 3 Outubro 2018

Para a instituição liderada por Largarde, Espanha continua a recuperar o terreno perdido durante a crise de 2008, mas ainda há "vários riscos que ensombram as perspetivas de médio prazo".

O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez uma revisão ligeiramente em baixa da sua previsão de crescimento da economia espanhola para 2018, de 2,8% para 2,7%, devido ao aumento do “protecionismo global” e de “um enfraquecimento da procura interna”.

Na declaração final da missão de revisão anual da economia espanhola, o FMI mantém o seu prognóstico de crescimento para 2019 em 2,2% e recorda que as duas previsões colocam a Espanha com um aumento do PIB superior à média dos países da zona euro.

O Governo espanhol prevê um aumento do PIB de 2,7% para o corrente ano e de 2,4% no próximo, enquanto o Banco da Espanha fez recentemente uma revisão das suas projeções para 2,6% em 2018 e 2,2% em 2019.

Para a organização presidida pela francesa Christine Lagarde, a Espanha continua a recuperar o terreno perdido durante a crise de 2008, que foi agravada pela explosão da bolha imobiliária, ao mesmo tempo que adverte que “vários riscos ensombram as perspetivas de médio prazo”. O FMI chama a atenção, em particular, para “a intensificação do protecionismo global” ou o “enfraquecimento da procura interna”.

A organização indica que os grandes desafios estruturais em termos internos, como uma dívida pública “particularmente alta”, uma elevada taxa de desemprego estrutural e um “crescimento lento” da produtividade, “pressionam o potencial de crescimento do PIB” e ao mesmo tempo incentivam o país a prosseguir as reformas estruturais, nomeadamente no mercado de trabalho.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

FMI revê ligeiramente em baixa crescimento da economia espanhola em 2018

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião