Empresas privadas de autocarros ponderam não aderir aos novos passes sociais

  • ECO
  • 4 Outubro 2018

Os encargos com os descontos para os passes para famílias carenciadas e estudantes estarão a ser suportados pelas empresas privadas, que pedem alterações ao sistema dado os atrasos nos pagamentos.

As empresas privadas de autocarros ponderam não aderir aos novos passes sociais apresentados pelo Governo. O atraso no pagamento dos encargos decorrentes dos descontos para os passes para famílias carenciadas e estudantes deste ano está na origem da decisão.

A Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (ANTROP) diz que o Governo deve cerca de oito milhões de euros às empresas privadas, que estão a assumir os encargos das modalidades mais baratas dos passes, avança a TSF.

Para se proceder ao pagamento é necessário aprovar uma resolução do Conselho de Ministros, que autoriza o Ministério das Finanças a liquidar os montantes. Segundo o líder da ANTROP, “é simplesmente uma autorização, uma questão burocrática, para pagar aos operadores de transporte privados pois a verba já está cabimentada no Orçamento”, que inclusive já costuma chegar tardia, apesar de este ano ultrapassar o tempo médio.

Sem esta compensação, as empresas ficam com dificuldades em suportar os custos dos tarifários decididos pelo Estado. Por essa razão, a Associação afirma que se o sistema que permite ao Governo atrasar-se no pagamento não for alterado, não estarão disponíveis para aderir aos novos passes anunciados.

O pacote de descontos que está a ser preparado inclui medidas como dois passes para famílias circularem nos transportes públicos, e ainda que as crianças até 12 anos não paguem.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Empresas privadas de autocarros ponderam não aderir aos novos passes sociais

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião