Esqueceu-se das chaves de casa? Com esta app portuguesa pode abrir a porta

O smartphone é a sua nova chave digital. A aplicação que a Porter Systems criou vai substituir todas as chaves e keycards que estão a encher o seu porta-chaves.

Foi pela mão de dois portugueses que nasceu a Porter Systems, a startup que desenvolveu uma aplicação que torna possível aceder a vários tipos de sistemas de controlo de acesso, evitando, por exemplo, chaves para abrir portas ou comandos para aceder a parques de estacionamento. O foco está agora nas vendas a particulares.

“Não esquecendo que muitos também já alugam as suas casas”, a startup portuguesa quer apostar nos particulares, explica Leonardo Lino, cofundador da startup, em declarações ao ECO, referindo-se ao crescente aumento dos alojamentos locais. “O aluguer exige, também, a partilha de chaves e gestão de acessos, pelo que pode tornar-se um procedimento complicado”, acrescenta.

Desta forma, a aplicação, que surgiu pensada em primeiro lugar para as grandes empresas, pode agora começar a ser utilizada pelos anfitriões e hóspedes de plataformas como o Airbnb ou o Couchsurfing.

Na prática, como é que tudo isto funciona?

O sistema inteligente que Leonardo Lino e Pedro Esteves criaram permite abrir portas e outros acessos através de um smartphone e de uma fechadura eletrónica. Para isso, é preciso instalar na porta essa mesma fechadura, um processo que não demora mais de dois minutos e pode ser feito pelo próprio cliente ou pela equipa da Porter. “A instalação é muito simples e não requer qualquer alteração na porta, instala-se com um simples parafuso”, explica Pedro Esteves, cofundador da Porter Systems.

A fechadura, que no website da startup tem um custo de 299 euros, funciona através de uma bateria, com pilhas AA ou recarregáveis, e usa o sistema Bluetooth. Deste modo, “mesmo que a luz falhe, a fechadura vai continuar a funcionar”, diz Leonardo Lino.

Fechadura digital, “Utopic R”Porter Systems

Através da app da Porter, “o utilizador consegue abrir uma porta, estando a menos de dez metros dela”, refere Pedro Esteves. O cliente acede, também, a um painel de administração onde poderá efetuar o login e realizar uma série de tarefas:

  • Controlo omnipresente da porta, onde quer que esteja;
  • Partilha de chaves digitais, criando e gerindo chaves para quem quiser;
  • Aceder a dados em tempo real, uma vez que será notificado sempre que alguém usar a chave digital.

Uma solução que nasceu há dois anos, direcionada para empresas

Foi a pensar nas empresas que tudo começou. Pedro e Leonardo, ambos das Caldas da Rainha, conheceram-se em terras lisboetas, enquanto trabalhavam para uma startup holandesa. Engenheiros informáticos, partilham os dois o interesse pela resolução de problemas do quotidiano através da tecnologia.

“Começámos a ver que existia um problema com as chaves, nomeadamente nas empresas com alguma dimensão, onde as chaves têm de passar pelas várias empresas subcontratadas [sejam elas de alimentação, de limpeza ou de segurança], o que pode ser um problema e gerar alguma confusão”, conta Leonardo. Assim, a solução que lhes pareceu mais adequada foi uma única chave — eletrónica –, que pudesse ser partilhada e que desse acesso a tudo.

“Além de abrir portas, a app permite o acesso, também, a parques de estacionamento, barreiras individuais, entre outros lugares que requerem autorização para entrar”, conta Pedro Esteves. E, recentemente, a Porter Systems apresentou uma novidade: o Porter Check In, que “permite registar as horas de entrada e de saída dos empregados das empresas. É, no fundo, um sistema de picagem de ponto”, além da funcionalidade base e central, de abrir acessos.

Hoje, passados dois anos da fundação da startup, a Porter Systems conta já participações no Web Summit de 2016 e em dois programas internacionais de aceleração. Além disso, os clientes já são mais diversificados. Além de empresas, espaços de coworking, hotéis, ginásios e parques de estacionamento utilizam a chave digital da Porter Systems. Só falta mesmo incluir os particulares na lista.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Esqueceu-se das chaves de casa? Com esta app portuguesa pode abrir a porta

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião