Fed está a ficar “loco”. Está a cometer “um grande erro” ao subir os juros, diz Trump

O Presidente dos EUA não está contente por ter de pagar juros mais altos, depois de a Fed ter subido a taxa diretora pela terceira vez este ano. Acusa a instituição de ser demasiado agressiva.

Trump não está contente com a Fed. O Presidente dos EUA critica a Reserva Federal norte-americana pelo segundo dia consecutivo, ao dizer que o aumento dos juros é “ridículo”, já que torna mais caro ao Governo norte-americano financiar-se.

“Estou a pagar juros a uma taxa alta por causa da Fed. E gostava que a Fed não fosse tão agressiva, porque acho que estão a cometer um grande erro“, disse o Presidente dos EUA numa entrevista na Fox & Friends, citada pela Reuters (acesso livre/conteúdo em inglês). Para Trump, a Reserva Federal está a “enlouquecer”, e o curso que estão a seguir é “ridículo”. “Não sei qual é o problema deles”, aponta.

Questionado pela Fox News, o líder norte-americano culpou as perdas nos mercados de capitais com a ação da Fed. Os comentários surgem numa altura em que a perspetiva de juros mais altos tem sido refletida na escalada dos juros dos títulos de dívida norte-americanos, o que tem feito os mercados tremer. Os analistas atribuem a queda dos índices também a receios relativamente a tensões comerciais com a China.

Na passada quarta-feira, Trump atacou a instituição liderada por Jerome Powell, num comício na Pensilvania, onde disse que o banco central norte-americano estava a ficar “loco“. Já em setembro tinha dito que “não estava contente” com a decisão que aumentou a taxa diretora para o intervalo entre 2% a 2,25%.

A posição crítica do Presidente norte-americano levanta preocupações quanto à influência sobre a Fed. A diretora do FMI, Christine Lagarde, já veio em defesa da Reserva Federal, ao dizer que não associava o Powell a “maluquices”, e que a independência da instituição relativamente a opiniões dos executivos eleitos deve ser mantida.

O banco central norte-americano justifica a subida gradual dos juros como uma proteção contra alguma oscilação inesperada da inflação, ao mesmo tempo que continua a permitir o crescimento do emprego. É esperada mais uma subida das taxas de juro para dezembro, pela quarta vez este ano, no seguimento de indicadores positivos para o crescimento da economia norte-americana.

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