OPV falhada, Sonae MC muda gestão. Sai Paulo, entra Cláudia Azevedo

A Sonae MC mudou a administração. Numa assembleia geral extraordinária depois de falhada a OPV, Paulo Azevedo e Luís Reis saíram, entrou Cláudia Azevedo.

A Sonae MC tem nova administração. Numa assembleia geral extraordinária realizada imediatamente a seguir ao fracasso da oferta pública de venda (OPV) do negócio do retalho, por “condições adversas nos mercados internacionais”, a empresa anunciou a saída de Paulo Azevedo, Luís Reis e Luís Mota Freitas da gestão.

Os três gestores renunciaram aos cargos no conselho de administração numa reunião extraordinária realizada esta sexta-feira, 12 de outubro, um dia depois da OPV falhada. Nesta assembleia foi aprovado “por unanimidade” o alargamento do número de membros da administração de cinco para 11, sendo que com a saída de três, entraram nove. Um dos nove foi Cláudia Azevedo.

A irmã de Paulo Azevedo, que irá suceder-lhe na gestão da Sonae, passa a estar sentada num conselho de administração que contará ainda com João Dolores, Álvaro do Nascimento, António Soares, Ricardo Monteiro, Rui Almeida, Isabel Barros, José Fortunato e Maria Inês Valadas.

Estes nove novos nomes juntam-se aos dois que ficaram da anterior composição da gestão da Sonae MC, assumindo funções até ao final do atual mandato, em 2021. Ângelo Paupério, atual co-CEO da “holding”, e Luís Moutinho, CEO da Sonae MC, são os únicos que após a remodelação se mantêm.

O breve comunicado enviado ao mercado com a revisão do número de membro da gestão, bem como de todas as mudanças que aconteceram nesta reunião extraordinária surge no rescaldo daquela que seria a maior operação de colocação em bolsa dos últimos anos em Portugal.

Ordens da OPV sem efeito

A Sonae viu aprovado há pouco mais de uma semana a OPV do negócio do retalho. O prazo de subscrição das ações arrancou esta semana, mas não foi até ao fim. Esta quinta-feira, a empresa veio comunicar ao mercado que a oferta ficou sem efeito uma vez que não conseguiu vender os títulos junto dos investidores institucionais.

Esta sexta-feira, antes da comunicação das mudanças na gestão, a Sonae publicou uma adenda ao prospeto explicando que “em virtude do facto de que, devido a condições adversas nos mercados internacionais, a oferta institucional não terá lugar”. Uma vez que a oferta de retalho estava sujeita ao sucesso da primeira, esta também “não será executada”, diz.

Assim, acrescenta, “os (eventuais) investidores na oferta que tenham acordado a compra de ações da oferta têm o direito, que pode
ser exercido até 17 de outubro de 2018, de revogar as suas aceitações”. A necessidade de publicação desta adenda surgiu de uma alerta da CMVM. Ao ECO, fonte oficial do regulador explica que “mesmo que não sejam revogadas, as ordens não serão executadas”.

(Notícia atualizada às 23h50 com mais informação)

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