Revista de Imprensa Internacional

El País entrevista Haddad, candidato do PT à presidência no Brasil, Theresa May enfrenta impasse com o Brexit por causa de Irlanda de Norte e Merkel enfrenta turbulências na coligação.

Esta segunda-feira, há novidades da Alemanha, com Merkel a enfrentar agitação no Governo, as negociações do Brexit continuam agitadas, Haddad fala numa onda crescente de violência e de “fascismo” no Brasil, em entrevista ao El País, e o desaparecimento de um jornalista abre uma brecha nas relações entre EUA e Arábia Saudita.

The Guardian

A vulnerabilidade doméstica de Theresa May coloca as negociações do Brexit no fio da navalha

As negociações do Brexit estão no limite, com a vulnerabilidade doméstica de Theresa May sobre a fronteira irlandesa a ameaçar anular as esperanças de um acordo em outubro, com o ministro para o Brexit, Dominic Raab, a voar para Bruxelas para tentar ganhar mais tempo junto de Michel Barnier, o responsável pelas negociações da UE. O governo britânico enfrenta agora uma enorme oposição interna à sua proposta de união alfandegária, em todo o Reino Unido, mas temporária, com a União Europeia, no qual a Irlanda do Norte permaneceria dentro do mercado único. Todas as negociações entre a UE e o Reino Unido foram agora suspensas.

Leia a notícia completa em The Guardian (acesso livre).

The New York Times

Para Khashoggi, uma confusão entre serviço real e simpatias islâmicas

O jornalista saudita Amal Khashoggi, sediado em Washington, está desaparecido desde o dia 2 de outubro. Depois de uma carreira de sucesso como assessor e porta-voz não oficial da família real da Arábia Saudita, o jornalista foi impedido de escrever no reino, em jornais e redes sociais, pelo novo príncipe herdeiro. Depois de se erradicar nos Estados Unidos, viajou para o seu país natal numa tentativa de obter alguns documentos. A última vez que foi visto foi a entrar no Consulado da Arábia Saudita em Istambul. Segundo oficiais turcos, uma equipa de agentes sauditas matou o jornalista. As autoridades negam o crime mas ainda não deram explicações sobre o caso. O seu desaparecimento abriu agora uma brecha entre Washington e a Arábia Saudita, o principal aliado árabe do governo Trump.

Leia a notícia completa em The New York Times (acesso livre, conteúdo em inglês).

Bloomberg

Merkel enfrenta turbulência após revés histórico da Baviera

A chanceler alemã, Angela Merkel, enfrenta uma fase turbulenta na sua coligação depois de o CSU — partido “irmão”, da Bavária, do CDU de Merkel — ter atingindo um mínimo histórico de 35,5% numa eleição regional na Baviera, segundo umas sondagens da ARD. Este resultado reflete a insatisfação geral dos eleitores com o governo alemão. A perda da maioria absoluta da União Social Cristã no domingo ameaça repercutir-se por meio do governo conturbado de Merkel, já prejudicado por disputas internas, depois de apenas sete meses no cargo.

Leia a notícia completa em Bloomberg (acesso livre, conteúdo em inglês).

El País

Haddad: “Estranha-me que quem lutou pela democracia fique neutro diante de alguém que apoia a ditadura”

Em entrevista, Fernando Haddad, candidato do PT à presidência do Brasil nas eleições deste ano, afirma que as propostas de Jair Bolsonaro vão piorar o estado de violência no país. Questionado sobre o crescimento de apoio ao seu concorrente, Haddad diz que o Brasil tem estado a viver “a crise do neoliberalismo”. “Estamos a viver um momento de desagregação pelo fim do neoliberalismo. A crise eclodiu em 2008 e os seus efeitos ainda estão a ser processados. O Brexit vem daí, o [Donald] Trump vem daí, assim como agora o fenómeno Bolsonaro. Só que lá é neonazismo e aqui é neofascismo“.

Leia a entrevista completa em El País (conteúdo em espanhol/português).

The Times

Bruxelas atiça nova batalha sobre tecnologia, impostos e Trump

A Comissão Europeia pode esperar que a guerra de palavras de Trump sobre os impostos sobre a tecnologia venha a aquecer, depois de o presidente norte-americano ter vindo a mostrar pouca paciência para a campanha da União Europeia contra Silicon Valley. Vários países europeus, incluindo a Grã-Bretanha, têm considerado a imposição de impostos sobre as vendas pela internet, numa tentativa de recuperar parte dos lucros gerados nas suas fronteiras.

Leia a notícia na íntegra em The Times (acesso pago, conteúdo em inglês).

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O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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