Banco BBVA passa hoje de filial a sucursal em Portugal

  • Lusa
  • 19 Outubro 2018

Com esta mudança, os clientes deixam de ser clientes de um banco de direito português e passam a clientes da sucursal de um banco espanhol.

O BBVA passa de filial a sucursal em Portugal esta sexta-feira, uma mudança que implicará que os depositantes fiquem protegidos pelo fundo de garantia de depósitos espanhol.

Esta mudança foi anunciada em janeiro deste ano, tendo então o grupo espanhol dito que Portugal continua a ser “um mercado muito importante” e que o objetivo é dar à operação maior capacidade de gestão”, assegurando “a sua sustentabilidade e a solidez do seu negócio no país”. O modelo de negócios do BBVA em Portugal assenta, atualmente, no segmento da banca de empresas e de clientes particulares premium (com rendimentos mais elevados).

Com a passagem a sucursal, a operação em Portugal passa a ter o rating atribuído ao grupo e também a poder contar com a liquidez deste para empréstimos. Quanto ao impacto para os clientes, com esta mudança deixam de ser clientes de um banco de direito português e passam a clientes da sucursal de um banco espanhol. Isso significa que depósitos continuam garantidos até 100 mil euros, mas passam a estar cobertos pelo Fundo de Garantia de Depósitos de Espanha.

Em julho, em carta aos clientes, o banco disse que todos os “ativos, passivos e correspondentes direitos e obrigações irão ser alocados à nova sucursal do BBVA em Portugal, estando projetado que esta entidade continue — sem disrupção –, as atividades da sociedade incorporada (BBVA Portugal)”. Ou seja, depósitos, créditos, contas de fundos de pensões e de investimento ou até alugueres de cofres passarão para a sucursal em Portugal do BBVA, mantendo-se os mesmos números de conta e código de identificação bancária. Também os cartões de pagamento poderão continuar a ser utilizados sem qualquer problema, diz a informação aos clientes.

O BBVA, que está em Portugal há 26 anos, concluiu em 2015 um processo de reestruturação em Portugal, com saídas de centenas de trabalhadores e fecho de agências, motivado pelos prejuízos então acumulados. Atualmente, conta com cerca de 400 trabalhadores em Portugal.

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