Revista de imprensa internacional

Pela Europa, analistas apontam para mudanças na política das taxas de juro negativas do BCE por 2020. Na China, a economia já mostra sinais de abrandamento, enquanto persistem as tensões com os EUA.

Pela Europa, as previsões dos analistas apontam para mudanças na política das taxas de juro negativas por 2020. Na China, a economia já revela sinais de abrandamento, numa altura em que continuam por resolver as tensões comerciais com os Estados Unidos. Estas e outras notícias marcam as manchetes internacionais.

Bloomberg

BCE pode pôr fim às taxas de juro negativas em 2020

O Banco Central Europeu deverá terminar a política de taxas de juro negativas em janeiro de 2020, e começar a pagar por depósitos passados oito meses, preveem economistas contactados pela Bloomberg. Não são esperadas mudanças no custo dos empréstimos até pelo menos ao próximo verão. Entre os riscos a ter em consideração pela instituição encontra-se a crise orçamental italiana e as tensões comerciais internacionais. Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso condicionado, conteúdo em inglês).

Expansión

Indústria e grandes superfícies pedem medidas contra a subida da luz

Os gigantes da indústria automóvel, química e siderúrgica esperam que o Governo espanhol crie medidas para travar a subida dos preços da eletricidade. As empresas avisam que, se os preços continuarem a subir, podem ser necessárias paragens nas fábricas. A fatura da energia da indústria é de cerca de 10.500 milhões de euros. O setor da grande distribuição, que inclui empresas como El Corte Ingles e Ikea, também alertou para a redução dos lucros causada pelo aumento da conta de eletricidade. Leia a notícia completa no Expansión (acesso livre, conteúdo em espanhol).

Reuters

Ritmo do crescimento económico na China é o mais lento desde há uma década

O crescimento da economia chinesa atingiu o ponto mais baixo desde o primeiro trimestre de 2009. Fixou-se nos 6,5% no terceiro trimestre deste ano, face ao mesmo período de 2017. O abrandamento no investimento e nas vendas a retalho são alguns dos fatores que arrefecem a economia, bem como as tensões provocadas pela guerra comercial com os EUA. As autoridades chinesas garantem que já estão a planear medidas para contrariar o abrandamento. Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês).

Les Echos

Société Générale testa o cartão bancário biométrico

O banco francês Société Générale está a testar um projeto-piloto para um cartão bancário biométrico, que integra um sensor de impressão digital diretamente no plástico. O método é semelhante ao pagamento pelos cartões sem contacto, mas não tem um limite de valor imposto, como nessa modalidade. Leia a notícia completa no Les Echos (acesso condicionado, conteúdo em francês).

Business Insider

Tesla lança versão low-cost do Model 3

A empresa de Elon Musk já tinha apontado que o Model 3 seria um carro para as massas, mas o veículo ainda só tinha versões para carteiras mais abastadas. O preço base da nova versão do Model 3 é de 45 mil dólares, e Musk indica que, na Califórnia, o valor desce para 35 mil depois dos impostos. A Tesla já tem uma página no site para encomendar o novo modelo, e as entregas devem começar daqui a quatro meses. Leia a notícia completa no Business Insider (acesso livre, conteúdo em inglês).

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O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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António Costa
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