Assunção Cristas ataca Governo. “Este é um orçamento enganador”, diz a líder do CDS

A líder do CDS-PP confirma que o partido irá votar contra um orçamento que considera ser "enganador" no que toca a impostos, trabalho suplementar, reformas antecipadas, eletricidade e investimento.

Assunção Cristas vê no Orçamento do Estado para 2019 um documento “enganador”, no que toca à carga fiscal, ao trabalho suplementar e horas extraordinárias, às reformas antecipadas, à eletricidade e, ainda, ao investimento público. A líder do CDS-PP já tinha deixado críticas ao Orçamento do Estado e confirma, assim, que o partido irá votar contra a proposta.

“Este é um orçamento enganador”, começou por dizer Assunção Cristas, em conferência de imprensa transmitida pela RTP 3. E explicita: “É enganador nos impostos. Em 2018, vamos ter a maior carga fiscal e sempre. Em 2019, a carga fiscal volta a aumentar e, se se repetir o padrão deste ano, então, a carga fiscal volta a bater um recorde histórico. Aliás, a carga atual de impostos ainda é maior do que antes da troika”.

Ainda relativamente aos impostos, a líder dos democratas cristãos salientou que o IRS “não tem atualização dos escalões em linha com a inflação”, para além de se manter a sobretaxa do gasóleo e da gasolina, “um verdadeiro saque fiscal às famílias e empresas”.

Sobre o trabalho suplementar e as horas extraordinárias, Cristas critica o Governo por dar a entender que “se vai pagar menos quando, na realidade, a conta vai aparecer em 2020”. Já quanto às reformas antecipadas, a líder do CDS refere a “enorme confusão” que foi criada nesta área. “As pessoas, aparentemente, deixam de poder escolher se querem uma pensão mais baixa ou se esperma pela idade da reforma”.

Mesmo a redução do IVA na eletricidade e o aumento do investimento público, diz, não são suficientes. Isto porque a redução do IVA não vai aplicar-se à maioria das famílias e empresas portuguesas e, por outro lado, só agora é que o investimento público atingiu, em termos absolutos, os níveis de 2015.

O CDS-PP irá, assim, votar contra a proposta de Orçamento do Estado para 2019. A discussão e votação na generalidade do Orçamento começa no dia 29 de outubro.

(Notícia atualizada pela última vez às 12h12 com mais informação)

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