Jerónimo de Sousa vê “avanços” no OE. Mas “podia ter-se ido mais longe”

O líder do PCP disse este sábado que o partido regista "avanços importantes" na proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo. No entanto, considera que "podia ter-se ido mais longe".

Jerónimo de Sousa, líder do PCP, não quis revelar se o partido vai ou não aprovar o Orçamento do Estado para 2019 na generalidade. No entanto, e apesar de ter registado “avanços importantes”, o comunista considera que “podia ter-se ido mais longe” em algumas questões estruturais.

“Registam-se avanços importantes, consolida-se aquilo onde houve convergência da nossa parte, e há de factos passos adiante. Mas podia ter-se ido mais longe. Infelizmente não se foi, porque o Governo fez escolhas, nomeadamente aceitando os ditames externos da União Europeia e do Euro”, afirmou, em declarações transmitidas pela RTP 3.

“Consideramos que, neste quadro, as questões estruturais, de serviços públicos, do nosso défice energético, agroalimentar e demográfico, não encontram uma resposta duradoura. Corremos o risco de ter o país adiado. Ainda há espaço e tempo e, no quadro da discussão e aprovação na especialidade, nós determinaremos a nossa posição”, indicou Jerónimo de Sousa.

O PSD e o CDS anunciaram este sábado que vão votar contra a proposta do Orçamento do Estado para 2019. Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, afirmou que vai votar favoravelmente ao documento na generalidade, mais vai procurar outros “avanços” na especialidade.

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