Fed vê economia crescer a passo lento. Críticas de Trump não alteram política monetária

Empresas queixam-se da subida dos custos do material e de transporte, devido à tensão com parceiros comerciais, indica o Livro Bege. Fed garante que não muda de política devido a críticas de Trump.

A economia norte-americana continua a crescer a um ritmo considerado “modesto” ou “moderado” na larga maioria dos distritos federais, mas os efeitos do crescimento não se fazem sentir no mercado de trabalho, com poucas variações nos salários. Apesar da evolução positiva, a guerra comercial já pesa sobre a economia dos Estados Unidos e as empresas queixam-se do aumento dos custos do material e de transporte.

Estes são os principais apontamentos que constam do Livro Bege, publicado esta quarta-feira pela Reserva Federal norte-americana que, através de uma das governadoras, deixa um aviso a Donald Trump. “As críticas de Trump não afetam as decisões de política monetária“, disse Loretta Mester, presidente da Reserva Federal de Cleveland, citada pela Reuters.

O comentário surge numa altura em que o Presidente norte-americano tem tecido várias críticas à Fed, classificando de “ridículo” o aumento dos juros que tem sido praticado pelo banco central do país. “Estou a pagar juros a uma taxa alta por causa da Fed. E gostava que a Fed não fosse tão agressiva, porque acho que estão a cometer um grande erro”, disse Trump, este mês, em entrevista à Fox & Friends.

Os comentários do Presidente norte-americano não parecem surtir efeito. Este ano, a Fed já aumentou as taxas de juro três vezes e espera-se que volte a fazê-lo em dezembro, com o objetivo de impedir os preços de aumentarem demasiado rápido. No Livro Bege publicado esta quarta-feira, a Fed dá conta de que tanto os gastos dos consumidores como a inflação estão a evoluir a ritmo apenas modesto ou, no máximo, moderado.

Apesar disso, as fábricas norte-americanas indicam ter aumentado os seus preços devido às tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos à China, União Europeia, Canadá e México. A Fed dá ainda conta dos receios das empresas em torno da guerra comercial com a China e das tensões com outros grandes parceiros.

Quanto ao mercado de trabalho, a Fed sinaliza que as empresas estão a queixar-se de dificuldades em encontrar trabalhadores qualificados, sobretudo engenheiros, profissionais do setor financeiro, construção, indústria, tecnologia e transportes pesados.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Fed vê economia crescer a passo lento. Críticas de Trump não alteram política monetária

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião