CGTP espera que trabalhadores mostrem “forte indignação” com “grande adesão” à greve

  • Lusa
  • 26 Outubro 2018

O secretário-geral da CGTP lamentou que, em dez anos, não tenha havido qualquer atualização salarial e defedeu que a valorização e o reconhecimentos dos trabalhadores.

O secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), Arménio Carlos, disse esperar uma “grande adesão” dos funcionários públicos à greve geral desta sexta-feira, que mostre ao Governo a “forte indignação” do setor.

“Creio que esta greve da administração pública vai ter uma grande adesão dos trabalhadores, quer no continente, quer nas regiões autónomas, desde logo porque se sentem indignados”, afirmou Arménio Carlos, em declarações à agência Lusa junto às instalações dos Serviços Intermunicipalizados de Águas e Resíduos dos Municípios de Loures e Odivelas.

O responsável da CGTP lamentou que, “depois de dez anos sem qualquer atualização salarial”, os funcionários públicos continuem a ser “desconsiderados com propostas que não correspondem nem às suas necessidades, nem aos seus interesses e, por outro lado, sem qualquer correspondência em termos do reconhecimento das profissões”.

A juntar esta questão, “há um conjunto de subsídios de insalubridade e risco, nomeadamente nas profissões da recolha de resíduos sólidos que continuam por responder”, ressalvou, apontando que a prestação de serviços públicos feita por estes trabalhadores “é fundamental para ir ao encontro das necessidades das populações”.

Vincando ser “exigível que os trabalhadores sejam valorizados e reconhecidos”, Arménio Carlos falou de uma “forte indignação que se vai sentir em todo o país”.

Os trabalhadores da administração pública estão em greve desde a meia-noite. Em causa estão aumentos salariais. Os sindicatos da função pública e os seus representados ficaram desiludidos com o anúncio, pelo ministro das Finanças, de que o OE2019 tem uma margem de 50 milhões de euros para o crescimento dos salários.

Sobre a proposta, Arménio Carlos disse que o documento “fica muito aquém do que seria justo e exigível, porque o Governo avança com a disponibilização de 50 milhões de euros para aumentar os salários de 650 mil trabalhadores da administração pública ao mesmo tempo que também anuncia que tem 400 milhões reservados para colocar no Novo Banco”. “Isto não faz sentido. O país não se desenvolve com a continuação da política de baixos salários”, afirmou.

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