Bolsa em alta. BCP puxa por Lisboa, Corticeira Amorim dispara com dividendo extraordinário

A praça portuguesa está a valorizar. Segue a tendência negativa das restantes bolsas europeias, animada pelo BCP. A Corticeira Amorim lidera os ganhos em Lisboa.

Depois das quedas, as bolsas voltam aos ganhos. As praças europeias estão a valorizar no rescaldo das intercalares norte-americanas, com a bolsa nacional a seguir a tendência positiva, animada pelo BCP. As energéticas também puxam pelo índice, mesmo a EDP Renováveis que revelou uma quebra nos resultados líquidos, mas a estrela é a Corticeira Amorim que dispara depois de anunciar um dividendo extraordinário.

Depois de uma longa noite eleitoral nos EUA, os republicanos conseguiram manter o controlo do Senado por mais dois anos, um resultado classificado como “tremendo sucesso” pelo Presidente norte-americano, Donald Trump. Passado o ato eleitoral, as bolsas respiram de alívio, com o Stoxx 600 a ganhar 0,5%. Em Lisboa, o PSI-20 soma 0,64% para 5.009,55 pontos.

Para esta subida da praça portuguesa está a contribuir o BCP, que tem um peso expressivo no desempenho do índice nacional. As ações do banco seguem a valorizar 1,43% para os 24,81 cêntimos, ainda animadas pela perspetiva de regresso ao pagamento de dividendos, mas também com os investidores a anteciparem a apresentação, esta quinta-feira, de bons resultados.

Além do BCP, também o setor energético anima a bolsa. A Galp Energia soma 0,63%, enquanto a EDP ganha 0,61% para 3,134 euros. A EDP Renováveis também valoriza, somando 1,09% para os 7,905 euros, apesar de ter revelado uma quebra de 30% nos resultados líquidos para 115 milhões de euros.

Praticamente todas as cotadas estão a valorizar — apenas a Pharol e a Sonae Capital recuam –, mas o destaque da sessão vai para a Corticeira Amorim que apresenta uma valorização de 1,98% para os 9,79 euros. Chegou a ganhar mais de 4% logo nos primeiros momentos de negociação.

Os investidores estão a aplaudir os resultados dos primeiros nove meses. A Corticeira Amorim revelou que os lucros aumentaram 4,0%, para 58,6 milhões de euros, nos primeiros nove meses em termos homólogos, com as vendas a subirem 9,8% para 583,8 milhões de euros. Perante estes resultados, vai propor a distribuição de um dividendo extraordinário de 8,5 cêntimos.

(Notícia atualizada às 8h15 com mais informação)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Bolsa em alta. BCP puxa por Lisboa, Corticeira Amorim dispara com dividendo extraordinário

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião