Arábia Saudita defende redução da produção de petróleo para equilibrar mercado. Preços sobem

  • ECO e Lusa
  • 12 Novembro 2018

Segundo Khaled al-Faleh, uma análise técnica mostrou a necessidade de reduzir a produção mundial de petróleo em um milhão de barris por dia, para equilibrar o mercado.

O ministro da Energia da Arábia Saudita, Khaled al-Faleh, revelou esta segunda-feira que uma análise técnica demonstrou a necessidade de reduzir a produção mundial de petróleo em um milhão de barris por dia, com o objetivo de equilibrar o mercado. Os preços da matéria-prima reagiram em alta.

O barril de Brent segue a valorizar 1,65%, para os 71,34 dólares, no mercado londrino, mas já chegou a cotar nos 71,88 dólares, enquanto o barril de crude, negociado em Nova Iorque, já voltou a passar os 60 dólares, avança 1% para os 60,79 dólares, mas já esteve nos 61,28 dólares.

“A análise técnica que estudámos ontem [domingo] revela que precisamos de uma redução de cerca de um milhão de barris por dia para equilibrar o mercado”, disse Faleh, que falava numa conferência sobre energia em Abu Dhabi.

O responsável adiantou que houve um acumular de stocks e que “os 25 países produtores não permitirão que isso continue”. “Os sinais que enviámos ontem [domingo]” significam que “faremos (….) o que será necessário para equilibrar o mercado”, afirmou Faleh.

No domingo, na abertura da reunião em Abu Dhabi de países membros da OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo e não membros do cartel, o governante saudita já tinha anunciado que o seu país vai reduzir a produção de petróleo, o que levará a uma queda nas exportações de 500 mil barris por dia já no próximo mês.

Presos entre o aumento da produção em alguns dos principais países produtores e o medo de queda na procura, os preços do petróleo caíram quase 20% em um mês, depois de um pico no início de outubro, em que atingiu o seu nível mais alto dos últimos quatro anos.

Desde dezembro de 2016, os países da OPEP, liderados pela Arábia Saudita, e outros produtores que não fazem parte do cartel, como a Rússia, têm um acordo de redução da produção de petróleo.

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