Regulador analisa obrigação de OPA à EDP Brasil

  • ECO
  • 12 Novembro 2018

A associação portuguesa de pequenos investidores ATM já tinha levantado esta questão, sobre a possibilidade de a tomada de controlo da EDP pela CTG implicar lançar uma OPA também sobre a EDP Brasil.

Na sequência da Oferta Pública de Aquisição sobre a EDP Brasil, um grupo de acionistas minoritários da empresa avançou com um pedido de esclarecimento ao regulador do mercado de capitais brasileiro (Comissão de Valores Mobiliários – CVM). O que os fundos de investimento querem perceber é se a China Three Gorges (CTG) não é obrigada a lançar também uma oferta sobre a EDP Brasil, avança o Jornal de Negócios (acesso pago).

A dúvida dos minoritários explica-se pelos estatutos da EDP Brasil — que é detida em 51% pela elétrica liderada por António Mexia — referirem que é exigida uma OPA sobre a empresa “em caso de alienação do controlo de sociedade que detenha o poder de controlo da companhia, conforme definido no Regulamento do Novo Mercado”.

De acordo com o advogado deste grupo de acionistas, “a CVM pediu para que a B3 [bolsa do Brasil] e a companhia se manifestassem”, de modo a esclarecerem os minoritários. “Ambas fizeram-no, no sentido de que não é necessária OPA. Mas a CVM ainda não se manifestou sobre a consulta, estamos aguardando o parecer“, acrescentou.

A associação portuguesa de pequenos investidores ATM já tinha levantado esta mesma questão sobre a possibilidade de a tomada de controlo da EDP pela CTG implicar lançar uma OPA também sobre a EDP Brasil, como aconteceu com a EDP Renováveis.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Regulador analisa obrigação de OPA à EDP Brasil

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião