Hoje nas notícias: professores, saúde e Montepio

  • ECO
  • 12 Novembro 2018

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.

A semana começa domina pela detenção de Bruno de Carvalho, mas também há novidades para os professores, sendo que o PSD pode juntar-se ao PCP e Bloco para chumbar o decreto dos professores. Na saúde, o Governo ainda não cumpriu todas as recomendações do Tribunal de Contas para pôr fim à “diminuição artificial das listas e tempos de espera”. A OPA sobre a EDP parece continuar sem grandes avanços e no Sporting, o clube corre riscos de ter de pagar valores adicionais.

PSD pode juntar-se a PCP e BE para chumbar decreto dos professores

O risco é de uma maioria negativa. O decreto-lei que o Governo criou para que a contagem do tempo de serviço dos professores seja apenas de dois anos, nove meses e 18 dias poderá nunca entrar em vigor. Isto porque se o Presidente da República decidir promulgar o diploma será criada uma maioria negativa pelos partidos mais à esquerda, PCP e Bloco, e da direita PSD e CDS para anular o decreto. A oposição demonstra assim o seu descontentamento pelo facto de o Executivo querer contar apenas dois anos do tempo de serviço dos professores. Como os partidos podem pedir apreciação parlamentar de decretos-lei aprovados em Conselho de Ministros, será este o mecanismo a utilizar para obrigar a votação em plenário de uma decisão da esfera do Governo. Leia a notícia completa no Público (acesso condicionado)

Governo ainda não resolveu diminuição artificial dos tempos de espera na Saúde

Um ano depois, o Governo ainda não cumpriu todas as recomendações do Tribunal de Contas para pôr fim à “diminuição artificial das listas e tempos de espera”. Esta questão, que envolve a gestão da atual ministra Marta Temido na Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), continua em aberta no tribunal. O processo — consultado agora pela TSF — revela que, em setembro de 2017, quando a auditoria foi fechada, os juízes deram três meses às entidades envolvidas para clarificarem, “por escrito e com a inclusão de comprovativos”, a sequência dada às várias recomendações. Leia a notícia completa na TSF (acesso livre)

Lista de Ribeiro Mendes à Associação Mutualista inclui nome de vogal do supervisor

A lista de Fernando Ribeiro Mendes para o Conselho de Administração da Associação Montepio Geral inclui o nome de Nazaré Barroso, que desempenha atualmente a função de vogal do Conselho da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), o regulador que vai supervisionar a dona do banco Montepio ao abrigo do novo Código das Mutualistas. Nazaré Barroso, vogal da ASF, a entidade a que vai caber a supervisão financeira da associação mutualista, integra a lista de Fernando Ribeiro Mendes ao Conselho de Administração da dona do Montepio. O convite terá sido feito pelo próprio Ribeiro Mendes e fonte oficial da candidatura não vê “qualquer incompatibilidade”. Leia a notícia completa no Jornal Económico.

Sporting corre o risco de pagar 6,8 milhões por quatro jogadores

Na sequência da detenção de Bruno de Carvalho, no âmbito do caso das agressões à equipa na Academia, em Alcochete, no passado dia 15 de maio, o antigo presidente do Sporting deverá ser presente a um juiz de instrução na terça-feira. Aí tornarse-ão públicas as medidas de coação de Bruno de Carvalho. Este caso, que acabou na destituição em Assembleia Geral (23 de junho) e na suspensão de sócio por um ano (2 de agosto), pode agora ter novos desenvolvimentos que poderão afetar, de forma direta, a realidade da SAD verde e branca no processo das rescisões. O clube leonino, que perdia 273 milhões de euros por quatro jogadores, corre o risco de ainda ter de pagar 6,8 milhões, que se traduz no valor peticionado pelos jogadores, incluindo danos e potenciais juros. Leia a notícia completa em Observador (acesso livre)

Pai e filho de Menezes receberam dois milhões de euros

O pai e um dos filhos de Luís Filipe Menezes receberam quase dois milhões de euros de uma offshore sedeada nos Estados Unidos, na altura em que Menezes era presidente da Câmara de Gaia. O Ministério Público arquivou o processo, no qual consta esta informação, em julho, por falta de provas. No domingo de manhã, perante a notícia avançada pelo jornal Público, Menezes escreveu nas redes sociais que foi uma “bela manhã de outono para sentir o estertor da maldade e da mentira”. Quanto ao dinheiro em causa, este foi enviado em duas transferências bancárias a partir da sociedade Longe Company LLC, sediada nos Estados Unidos, para uma conta BCP, na sucursal offshore de Macau. Uma vez em Portugal, o dinheiro acabou por ser utilizado para comprar um apartamento de luxo na Foz, no Porto, pelo pai do também ex-presidente do Partido Social Democrata (PSD), Filipe Menezes. Mais tarde, através de uma permuta, o pai de Menezes trocou de casa com o filho. Leia a notícia completa em Jornal de Notícias (acesso condicionado)

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