Petróleo dá trambolhão. Galp afunda mais de 4% e arrasta bolsa de Lisboa

As ações da petrolífera foram as principais responsáveis pelo deslize de quase 1% do PSI-20, com o índice a contar ainda com a pressão negativa dos pesos pesados EDP e BCP.

O preço do petróleo está sob pressão depois de o Presidente dos EUA ter pressionado a OPEP para que não corte a produção da matéria-prima. A queda do preço do petróleo nos mercados internacionais penalizou fortemente as ações da Galp Energia que acabaram por perder mais de 4%, ditando uma queda de quase 1% para o PSI-20.

O preço do Brent em Londres, referência para as importações nacionais, caia 4,38% para 67,05 dólares por barril. É a sexta sessão consecutiva de desvalorização, com a cotação da matéria-prima negociada em Londres a atingir mínimos de março. Desde a última terça-feira, o preço do barril de Brent já afundou 7,04%. Já nos EUA, os futuros de WTI para entrega em dezembro estão a cotar em 58,77 dólares, uma queda de 1,94% face à sessão anterior.

A queda dos preços do petróleo acontece depois de Donald Trump ter pressionado os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo para que não cortem a produção da matéria-prima. Depois de a Arábia Saudita ter mostrado receio de um cenário em que a produção é superior ao consumo, o Chefe de Estado norte-americano recorreu ao Twitter para colocar pressão sobre o cartel.

Ações da petrolífera Galp mergulham

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“Espero que a Arábia Saudita e a OPEP não cortem a produção de petróleo. Os preços do petróleo devem ser bem mais baixos com base na oferta!”, escreveu Donald Trump naquela rede social.

Face a este cenário, as ações da Galp Energia derraparam a fundo na bolsa de Lisboa. As ações da petrolífera nacional tombaram 4,3%, para 14,14 euros, registando o pior desempenho da sessão entre as cotadas do PSI-20. A queda das ações da petrolífera penalizaram a Bolsa Lisboa, levando o índice nacional a fechar com perdas de 0,73%, para os 4.955,6 pontos.

Mas houve mais responsáveis pelo deslize da praça bolsista nacional. Mais em específico, o BCP e a EDP que sofreram perdas em torno de 1%. As ações do banco liderado por Miguel Maya recuaram 0,95%, para os 25,11 cêntimos, enquanto as da elétrica comandada por António Mexia perderam 1,03%, para os 3,078 euros.

A destocar pela positiva, destaque para a Jerónimo Martins, cujos títulos avançaram 1,08%, para os 10,765 euros, ajudando a impedir maiores perdas para o PSI-20.

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